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Correio Braziliense

Orçamento dos EUA para 2020 baseia-se em expectativa de alto crescimento

A Casa Branca estima crescimento de cerca de 3% por ano na próxima década, mas com um impulso maior no curto prazo, com a produção subindo 3,2% neste ano e 3,1% em 2020


postado em 09/03/2019 16:18 / atualizado em 09/03/2019 17:17

No quarto trimestre, a economia americana cresceu 3,1% na comparação anual, a taxa mais alta em quase quatro anos(foto: AFP/MANDEL NGAN)
No quarto trimestre, a economia americana cresceu 3,1% na comparação anual, a taxa mais alta em quase quatro anos (foto: AFP/MANDEL NGAN)

 

A proposta de orçamento da Casa Branca para o ano fiscal de 2020 trabalha com um cenário em que a economia americana continuará se expandindo no ritmo de 2018, quando a reforma tributária e o aumento dos gastos do governo impulsionaram o Produto Interno Bruto (PIB).

O Wall Street Journal teve acesso a uma prévia do material que será publicado pelo governo na segunda-feira e, nela, está projetado um crescimento para o ano que vem muito maior do que a previsão de muitos analistas. Para eles, neste ano veremos a economia desacelerar neste ano, conforme os efeitos do estímulo fiscal se dissipam. O governo Trump, que acertou suas projeções para 2018, espera que a desregulamentação e mudanças no código tributário vão manter o ritmo da expansão neste ano.

A Casa Branca estima crescimento de cerca de 3% por ano na próxima década, mas com um impulso maior no curto prazo, com a produção subindo 3,2% neste ano e 3,1% em 2020. Para 2021, a projeção de crescimento é de 3,0% e para 2026 de 2,8%.

No quarto trimestre, a economia americana cresceu 3,1% na comparação anual, a taxa mais alta em quase quatro anos e em linha com as projeções da proposta de orçamento de Trump do ano passado.

"Basicamente, o modelo que fizemos para o ano passado acertou em cheio", disse Kevin Hassett, presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca. "Então nós achamos que esses modelos ainda são o melhor indicador do que deve acontecer no futuro".

Gastos mais altos dos consumidores e investimento robusto das empresas em 2018 ajudou a economia a ter um de seus melhores anos na expansão de uma década, graças ao corte de US$ 1,5 trilhão de impostos e um mercado de trabalho saudável. Um acordo de dois anos para aumentar os gastos do governo em quase US$ 300 bilhões também deu gás ao crescimento no ano passado.

Muitos economistas veem esses efeitos arrefecendo em 2019. O J.P. Morgan prevê crescimento de 1,8% neste ano. Já a High Frequency Economics disse na quinta-feira que projeta alta de 2,4%.

Já Andy Laperriere, analista da Cornerstone Macro, disse que é possível que o crescimento continue no mesmo ritmo em 2019 - a empresa calcula PIB de 2,8% neste ano -, mas ele tem dúvidas se isso pode se sustentar na próxima década.

Hassett observou que as previsões alternativas são baseadas em pressupostos diferentes do orçamento do presidente, que projeta o que aconteceria se as propostas do governo se tornassem lei. Sem essas mudanças, a economia cresceria a uma taxa de cerca de 2% este ano, segundo ele.

O governo espera que as mudanças no código tributário promulgadas em 2017, incluindo taxas mais baixas para corporações e mudanças nas regras tributárias para empresas, continuem a impulsionar o crescimento, incentivando as companhias a aumentar sua capacidade nos próximos anos, disse Hassett.

Depois disso, a capacidade aumentada levará a uma produção maior, segundo Hassett, impulsionando o crescimento na segunda metade da projeção de 10 anos do governo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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