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Correio Braziliense

Brasil inicia agenda de trabalhos para a cúpula dos Brics em Curitiba

Reunião ministerial é a primeira da agenda do país durante a presidência do grupo que terá cúpula em Brasília no mês de novembro. Entre as prioridades estão a cooperação em ciência e economia digital


postado em 12/03/2019 17:24 / atualizado em 12/03/2019 17:31

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
 
O Brasil está com a presidência do Brics em 2019 e, a partir de amanhã (13/03), dará a largada para as reuniões ministeriais preparativas para a cúpula que ocorrerá em Brasília em novembro deste ano. As prioridades do país no encontro dos líderes do bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul deverão ser: o potencial de cooperação em ciência, tecnologia e inovação; economia digital; combate aos ilícitos transnacionais; e financiamento para a atividade produtiva, segundo o Itamaraty.
 
A primeira reunião de coordenação para marcar o início das atividades formais da presidência pro tempore brasileira do Brics ocorre em Curitiba, de 13 a 15 de março. “No encontro, em nível de “sherpas” (vice-ministros encarregados de Brics nas respectivas chancelarias), se discutirão as prioridades para o ano e se passará em revista o andamento das iniciativas de cooperação em curso”, de acordo com assessoria do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Origem


O termo Brics é um anagrama usado para designar as economias emergentes de crescimento acelerado criado em 2001 pelo então economista-chefe do Goldman Sachs, Jim O´Neil, composto por Brasil, Rússia, Índia e China. O grupo acabou acabou virando um bloco de diálogos que, em 2010, teve a adesão oficial da África do Sul. Hoje, Brasil é uma das economias que menos cresce entre os Brics e a Índia lidera o crescimento.
 
A cúpula do Brics ocorrerá nos dias 13 e 14 de novembro. Será a terceira vez que o Brasil recebe o encontro dos líderes do grupo. As anteriores ocorreram em Brasília (2010) e em Fortaleza (2014).  É de responsabilidade da presidência rotativa propor prioridades para o grupo e coordenar as cerca de 100 reuniões anuais, inclusive em nível ministerial, dos diversos foros e grupos de trabalho que debatem e propõem iniciativas conjuntas em ampla gama de temas econômico-comerciais, financeiros, científico-tecnológicos, culturais, de saúde, de segurança, sociais e de gestão.

Os quatro outros integrantes do Brics foram destino de 30,7% das exportações brasileiras no ano passado. O valor dos bens comprados por esses países somou US$ 73,8 bilhões, um aumento de 30% sobre os  US$ 56,4 bilhões registrados em 2017. 

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