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Correio Braziliense

Guedes pede pelo fim do 'toma lá da cá' em reformas

Ministro deu declarações durante cerimônia no Ipea. O evento foi fechado à imprensa. Ministério da Economia reproduziu trechos do discurso em sua conta no Twitter


postado em 13/03/2019 21:40 / atualizado em 13/03/2019 21:48

(foto: Sergio Lima/AFP)
(foto: Sergio Lima/AFP)

 
O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu, durante a cerimônia de posse do economista Carlos Von Doellinger como presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), realizada na manhã desta quarta-feira (13/3), o fim da tradicional política do “toma lá da cá”, em alusão à tramitação das reformas fiscais no Congresso Nacional. Segundo o titular da pasta econômica, juntamente com o fim da política de troca de favores no parlamento, “tem que haver a valorização dos partidos”, o que, segundo ele, impactaria no orçamento do governo.

Guedes também afirmou que os políticos possuem a responsabilidade, a partir do pacto federativo, de lidar com o ‘desafio fiscal’ que o poder executivo enfrenta nas contas públicas. “Precisamos de um redesenho e o IPEA tem que estar integrado com o Congresso também no redesenho do pacto federativo”, disse. “O redesenho da estrutura, o pacto federativo, será o desafio a ser enfrentado. Todo mundo com a mesma cabeça e diagnóstico sobre a recuperação econômica”, destacou o ministro.

Ele também reafirmou a importância da aprovação, pelo Congresso, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da nova Previdência, a qual, segundo estimativas iniciais da equipe econômica do governo, deve assegurar, aos cofres públicos, uma economia de R$ 1,16 trilhão em 10 anos, caso resguardada a sua integralidade. Guedes reforçou a necessidade de responsabilidade fiscal para preservar as futuras gerações e para a “libertação dos nossos filhos e netos do sistema de repartição quebrado”, explicou.

Ainda na visão do titular da pasta de Economia, as contas públicas no vermelho é uma situação que o governo enfrenta há décadas. “O descontrole sobre os gastos públicos vem de 40 anos. Von Doellinger (recém-empossado presidente do Ipea) é símbolo de alguém que dá importância à dimensão fiscal", disse o ministro. Von Doellinger, que atuou como pesquisador do Ipea até 1994, defendeu as falas de Guedes. “Precisamos entregar o que se espera de nós. Uma das prioridades é a reestruturação das finanças públicas pela volta do crescimento do Brasil. O Ipea tem que ser um órgão de apoio", disse, em trecho do discurso divulgado pelo Ministério da Economia.

O ministro da Economia tem agenda cheia no dia. No início da tarde, participou de um almoço com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para tratar da tramitação da PEC da Previdência no Congresso. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por atestar a admissibilidade do texto enviado pelo governo, deve ser instalada ainda hoje. Já no fim do dia, o titular da pasta econômica deve encontrar-se com senadores e com o vice-governador da Bahia.
 
* Estagiário sob supervisão de Anderson Costolli

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