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Correio Braziliense

Setor de TIC é responsável por 6,5% do PIB nacional

No Distrito Federal, o setor responde por 5,5% da participação


postado em 18/03/2019 22:28 / atualizado em 18/03/2019 22:28

Presidente da Assespro, Italo Nogueira, defende que é necessário um investimento maior por parte do governo na área e pretende defender as pautas da categoria junto ao setor(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Presidente da Assespro, Italo Nogueira, defende que é necessário um investimento maior por parte do governo na área e pretende defender as pautas da categoria junto ao setor (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

 

Um levantamento da Federação das Empresas de Tecnologia da Informação (Assespro) aponta que o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é responsável por 6,5% do PIB nacional. No Distrito Federal, a arrecadação é de 5,5%. A entidade é a principal representante do setor empresarial na área. O escolhido para a presidência da federação, Italo Nogueira, defende que é necessário um investimento maior por parte do governo e pretende defender as pautas da categoria junto ao setor.

 

Nogueira avalia que é uma oportunidade de auxiliar o governo com ideias de inovação para a desburocratização da máquina, além de aproximar-se de startups para gerar um ambiente de negócios mais favorável. A posse ocorre nesta terça-feira (19/3).

 

O futuro presidente da federação pretende multiplicar por cinco a receita da entidade, dobrar o número de associados no país e ampliar a cobertura para 100% dos estados até 2020. Com 43 anos de mercado, a Assespro está presente em 15 estados e conta com mais de 1.500 associados, que vão desde startups até as grandes corporações internacionais e que impactam em mais de 100 mil postos de trabalho.

 

Com a crise que se abateu sobre o país nos últimos quatro anos, Ítalo Nogueira se diz animado com a retomada da economia e vê possibilidade positiva de crescimento. Outra preocupação, segundo ele, é com a lei de proteção de dados (LGPD).

 

"Estamos perdendo cérebros. Sejam os que deixamos de investir ou os que empresas e multinacionais levaram daqui. O grande sinal de melhora é que sejam aprovadas algumas das pautas importantes para o país, como as reformas da Previdência, a tributária e, ainda, a nova lei de licitações. Elas não estão diretamente ligadas ao setor, mas se não passarem, não tem uma melhoria da expectativa por parte de diversos setores. Investidores de fora não vem para o Brasil e consequentemente, atrapalha o crescimento do setor. Em 2019, acreditamos que teremos bom crescimento. Para isso, nossa principal Bandeira é a ética e a transparência”, observa.

 

O Brasil tem cerca de 70 mil empresas de TIC que geram mais de 1,2 milhão de postos de trabalho. Mesmo nos tempos de crise, o setor apresenta um crescimento favorável frente a outras atividades. A expectativa é de que nos próximos dez anos, o mercado nacional de TIC alcance a marca de US$ 220 bilhões de dólares, correspondendo a 6,5% do PIB.

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