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Correio Braziliense

'Cortem vocês. Ou têm medo?', diz Guedes a parlamentares sobre militares

Segundo o ministro, a Casa, junto ao Planalto e o STF são os 'atores principais' da batalha pela aprovação da reforma


postado em 03/04/2019 19:36

(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)


O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou o Parlamento a respeito das cobranças dos congressistas sobre mudanças na reforma dos militares. O economista atribuiu à Câmara a responsabilidade de alterar pontos na aposentadoria dos integrantes das Forças Armadas. "E vocês não têm que virar para um ministro e perguntar porquê a gente não cortou a aposentadoria dos militares. Cortem vocês. Vocês têm medo de fazer isso?", questionou.

A fim de tentar minimizar os embates com os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Guedes disse que a Casa, junto com o Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) são os "atores principais" da batalha pela aprovação da reforma. "Vocês têm suas escolhas. Se a reforma for forte, é possível pensar em um futuro diferente para os filhos", acrescentou. 

Questionado sobre a desconstitucionalização de alguns itens da reforma, Guedes se irritou com parlamentares da oposição. “Vocês estão há quatro mandatos, há 18 anos, no poder. Por que não botaram imposto sobre dividendo? Por que deram benefício para bilionário? Por que é que deram dinheiro para a JBS? Por quê?”, disse.  “Vocês estiveram no governo. Vocês foram governo. Nós estamos há três meses. Vocês estiveram 18 anos no poder e não tiveram coragem de mudar”, completou. 

Após mais de cinco horas de audiência pública, o economista ressalta que está resignado com as mudanças que virão na comissão especial, sobretudo do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da aposentadoria rural. "Não adianta fugir das verdades. Temos um problema sério, o que fizemos foi distribuir a conta de uma forma desigual. Estamos preparados para a sensibilidade social do BPC e [da aposentadoria] rural. Não deveria dar continuidade a uma batalha. As eleições acabaram. A verdade é relativa, a verdade de quem quebrou, de como estamos querendo recuperar.  A verdade de quem? A nossa é mostrar números", pontuou. 

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