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Correio Braziliense

É necessário incentivar a Zona Franca de Manaus, diz presidente do TCU

Para o presidente do TCU, José Múcio Monteiro, iniciativas como a Zona Franca de Manaus buscam diminuir as desigualdades e as condições socioeconômicas das regiões mais prejudicadas


postado em 11/04/2019 10:13 / atualizado em 11/04/2019 10:22

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro José Múcio Monteiro, disse os incentivos fiscais para a Zona Franca de Manaus são legítimos e necessários em face da “ausência de opções e ferramentas que propiciassem o desenvolvimento da região”. Para ele, iniciativas como esta visam diminuir a desigualdades e as condições socioeconômicas das regiões mais prejudicadas. 

As declarações foram dadas durante o seminário “A importância da Zona Franca de Manaus para o crescimento do país”, realizado pelo Correio Braziliense e Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT). O evento ocorre na sede do TCU, em Brasília, com apoio do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO).

Responsável pela abertura do evento, o ministro José Múcio declarou que os temas trazidos ao debate são de inquestionável relevância, “não apenas para a região, mas para todo o país”. 

“E tem sido objeto de constante atuação desta corte. O tribunal conta com rico portfólio de trabalho relacionado à temática de preservação ambiental, desenvolvimento regional, política de inovação e benefícios fiscais. Todos esses temas guardam estreito vínculo entre si, ainda mais quando analisados na Zona Franca de Manaus”, afirmou José Múcio. 

Constituição

O presidente do TCU explicou que, em 1967, para fomentar o desenvolvimento de centro industrial e agropecuário na região Amazônia, a União optou por deixar de arrecadar parte dos tributos. São os chamados incentivos fiscais. 

“Opção essa que foi ratificada pela constituição de 1988”, afirmou o ministro. “Dados sobre a região Norte, levantado por este tribunal em 2017, para a elaboração do relatório do desenvolvimento sustentável, corroboram a necessidade de uma intervenção efetiva do poder pública para alavancar uma região com indicadores de desenvolvimento socioeconômicos inferiores à média nacional e extremamente dependente dos recursos públicos da União”, afirmou.

Segundo o ministro do TCU, o Pacto Federativo brasileiro é injusto. “O Brasil é um país absolutamente desigual nas suas potencialidades, costumes, climas… Somos brasileiros de muitos ‘Brasis’. Somos tão injustos que nem os pobres são iguais no Brasil, que são difentes no Norte, Nordeste e do Centro-Sul. Essa desigualdade vem lá no início da nossa formação”, alegou. “São ferramentas como essa que nós procuramos corrigir essas distorções”, completou. 

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