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Correio Braziliense

Polícia Federal investiga fraude em contrato de R$ 850 milhões na Cemig

Ações de busca ocorrem para juntar provas sobre eventual esquema de corrupção que atinge a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig)


postado em 11/04/2019 11:21 / atualizado em 11/04/2019 19:00

(foto: Edésio Ferreira/Estado de Minas)
(foto: Edésio Ferreira/Estado de Minas)

Suspeitas de superfaturamento em um contrato com aporte de R$ 850 milhões da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), levaram a Polícia Federal a deflagrar a Operação E o vento levou, na manhã desta quinta-feira (11/4). As negociações ocorreram entre a concessionária de energia e a empresa Renova. A companhia Casa dos Ventos e Transferência, pessoas ligadas a Andrade Gutierrez, entre outras empresas também são investigadas.  

São cumpridos são cumpridos 26 mandados de busca e apreensão contra suspeitosa e em empresas envolvidas nas fraudes. De acordo com a PF, são cumpridos 10 mandados em São Paulo (SP), um em Taubaté (SP), dois em Mogi das Cruzes (SP), dois no Rio de Janeiro (RJ), nove em Belo Horizonte (MG) e dois em Nova Lima (MG).

Esta é a quarta fase da Operação Descarte,  que investiga o uso de empresas de fachada para lavar dinheiro. A autorização para a deflagração da operação foi expedida pela 2ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo. A investigação apontou que o dinheiro dos contratos era convertido em espécie e repassado por operadores aos envolvidos no suposto esquema.

Os investigados podem responder por associação criminosa, peculato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
 
Por meio de sua Superintendência de Comunicação Empresarial, a Cemig informou que está colaborando com as autoridades. Leia a manifestação da empresa:

“A Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig informa que, na manhã desta quinta-feira (11/4), agentes da Polícia Federal e da Receita Federal estiveram na sede da empresa em Belo Horizonte para cumprir mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal de São Paulo em razão de indícios da prática de desvios de recursos em prejuízo da Cemig, em investigação de fatos ocorridos anteriormente a 2015, na empresa Renova, com sede na capital paulista.

A Cemig esclarece que está em total colaboração com as autoridades e que também tem interesse na rápida evolução dessas investigações. A empresa reforça o seu compromisso com a transparência e que manterá o mercado e a sociedade informados sobre a evolução desses fatos ocorridos no passado.” 
 
 

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