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Correio Braziliense

Ministro da Infraestrutura nega que governo esteja refém dos caminhoneiros

Segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a categoria pede pouco e o governo dará o que tem de dar: manutenção e estradas seguras


postado em 16/04/2019 12:29 / atualizado em 16/04/2019 12:55

Segundo Tarcísio Gomes de Freitas, as coisas estão sendo feitas com diálogo e método(foto: Evaristo Sá/AFP)
Segundo Tarcísio Gomes de Freitas, as coisas estão sendo feitas com diálogo e método (foto: Evaristo Sá/AFP)
Os caminhoneiros estão pedindo pouco e o governo não está refém da categoria, afirmou, nesta terça-feira (16/4), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, apesar da reação do presidente Jair Bolsonaro, de interferir na política de preço do diesel da Petrobras para conter uma ameaça de nova greve dos caminhoneiros.

“Não se trata de ficar refém. Absolutamente. O que eles estão pedindo? Tão pouco. Querem condição de estrada boa. Temos que prover isso. Querem poder descansar em um lugar onde tenham segurança. Podemos prover isso com facilidade. O custa atender esse pleito. É vontade? A gente tem essa vontade”, destacou Freitas.

Segundo ele, as coisas estão sendo feitas com diálogo e método. “Sem chantagem, nada disso. Acho que ficamos absolutamente tranquilos para dar os primeiros passos. Outros serão dados e não vamos descansar enquanto não melhorarmos muito a vida do transportador autônomo. Esses caras movimentam a riqueza do país. É justo que trabalhemos por eles também”, ressaltou.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni disse que o governo está enfrentando problemas que foram construídos ao longo das últimas cinco décadas. “Tarcísio criou o fórum e levou tempo para que o diálogo se aprofundasse e a confiança mútua se estabelecesse. Foi possível estabelecer uma ordem ao longo desse diálogo. Nesta sequência de pedidos da categoria, estamos atendendo praticamente 80% a 90% dos gargalos da atividade deles”,destacou.

Veja as medidas anunciadas

PROGRAMA CAMINHONEIROS

OBJETIVOS

Melhorar as condições de vida e trabalho do caminhoneiro e família

Aumentar a rentabilidade

Fortalecer e aproximar a relação do governo com o setor

Simplificar e facilitar a operação de transportes

Aprimorar a regulação

Reduzir intermediários no processo


OS EIXOS


Fomento

Social

Desburocratização

Cooperativismo

Comunicação

Regulação


AÇÕES CONCRETAS


Cartão diesel

Construção de pontos de parada e descanso nas rodovias concedidas

Documento de Transportes Eletrônico (DT-e)

Fórum do TRC

Fomento ao cooperativismo

Ações SEST/SENAT

Minuto do caminhoneiro


NECESSIDADE DE RECURSOS


Valores por modalidade:

Rodoviário: R$ 2.009 milhões

Ferroviário: R$ 218 milhões

Portuário: R$ 75,3 milhões

Aéreo: R$ 351 milhões

Total de necessidade de recursos em 2019: R$ 2 bilhões


OBRAS PRIORITÁRIAS


Rodoviário: BR-381 (MG), BR-116 (RS), BR-163 (PA), Ponte do Guaíba (RS), BR-163 (MT), BR-101 (BA), BR-242 (MT), BR-135 (MA), manutenções diversas

Ferroviário: FIOL

Portuário: Paranaguá (PR), Santos (SP)

Aéreo: serviços

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