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Correio Braziliense

Economia segue gradual, mas gradualismo esconde diferenças regionais, diz BC

Para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, as regiões Norte e Sul são as que mais têm contribuído para o crescimento


postado em 24/04/2019 14:41 / atualizado em 24/04/2019 14:41

Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central (foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central (foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
 

 

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, afirmou nesta quarta-feira (24/4), que a economia brasileira mantém em 2019 a dinâmica gradual de crescimento observada desde 2017. No entanto, disse que esse gradualismo "esconde" comportamentos distintos nas regiões do País.

Segundo ele, as regiões Norte e Sul são as que mais têm contribuído para a retomada. No Nordeste, o destaque é a exploração de minério.

No Sul, a indústria tem puxado a atividade econômica, em especial a produção de veículos. O Sudeste tem seguido a média nacional, enquanto o Centro-Oeste apresenta volatilidade e o Nordeste é o mais lento.

"O Nordeste sofreu muito com o mercado de trabalho durante a crise, as taxas de desemprego subiram muito rapidamente, levando a um menor poder de compra e afetando o setor de serviços", avaliou Maciel. "O que tem ajudado o Nordeste é o setor agrícola", afirmou.

Maciel também comentou o aumento da informalidade do emprego como impulsionador da melhora do
mercado de trabalho no Brasil desde 2017. "É um fenômeno disseminado por todo o País, mas com intensidades diferentes em cada região. Trata-se de um movimento típico de pós-crise: há uma perda grande de emprego, a demanda cai e, com a retomada, o emprego é maior na informalidade", explica.

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