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Correio Braziliense

Desembolsos do BNDES somam R$ 14,48 bi no 1º trimestre, alta de 30%

A alta dos desembolsos foi puxada por empréstimos para a infraestrutura, que receberam R$ 6,96 bilhões, avanço nominal de 71% ante o primeiro trimestre de 2018


postado em 25/04/2019 18:23 / atualizado em 25/04/2019 18:25

(foto: Arquivo/Agência Brasil)
(foto: Arquivo/Agência Brasil)
 

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou, no primeiro trimestre de 2019, R$ 14,48 bilhões para empréstimos já aprovados, uma alta nominal (sem descontar a inflação) de 30% ante igual período de 2018. As aprovações de novas operações (R$ 9,9 bilhões) recuaram 38% em termos nominais. As consultas por empréstimos, primeiro passo do processo de pedido junto ao BNDES, que serve como termômetro do apetite por crédito para investir, ficaram em R$ 8,34 bilhões no primeiro trimestre, tombo de 41%.

A alta dos desembolsos foi puxada por empréstimos para a infraestrutura, que receberam R$ 6,96 bilhões, avanço nominal de 71% ante o primeiro trimestre de 2018. "O crescimento no crédito para infraestrutura foi puxado pelos setores de energia elétrica e transportes", diz a nota divulgada pelo BNDES.

Também subiram os valores liberados para financiamentos destinados à agropecuária (R$ 3,54 bilhões, com alta nominal de 30%) e à indústria (R$ 2,59 bilhões, com alta nominal de 51%). Na contramão, os empréstimos para "comércio e serviços", que, assim como a indústria, concentram o crédito corporativo no BNDES, minguaram para R$ 1,39 bilhão em desembolsos no primeiro trimestre, uma queda nominal de 48% ante o valor liberado nos três primeiros meses do ano passado.

Apesar do foco nas empresas de menor porte, houve aumento na participação das grandes empresas no total desembolsado pelo BNDES no primeiro trimestre. As grandes empresas ficaram com R$ 8,23 bilhões, ou 56,8% das liberações totais, uma alta nominal de 61% ante o primeiro trimestre de 2018. Já as micro, pequenas e médias empresas (MPME) receberam R$ 6,25 bilhões, ou 43,2% dos desembolsos, uma alta de 3% na mesma base de comparação.

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