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Correio Braziliense

Juros livres para os consumidores sobem 4,8% no primeiro trimestre, diz BC

O cheque especial, por exemplo, passou de 312,6% ao ano para 322,7% ao ano nos três primeiros meses, o que corresponde a um avanço de 10,1 pontos percentuais


postado em 26/04/2019 11:14

As taxas do rotativo do cartão de crédito também subiram(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
As taxas do rotativo do cartão de crédito também subiram (foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
Os juros para os consumidores estão subindo. Segundo o relatório de estatísticas de crédito, divulgado na manhã desta sexta-feira (26/4) pelo Banco Central (BC), a maioria das operações encareceram para as pessoas físicas no primeiro trimestre. O cheque especial, por exemplo, passou de 312,6% ao ano para 322,7% ao ano nos três primeiros meses, o que corresponde a um avanço de 10,1 pontos percentuais. 

As taxas do rotativo do cartão de crédito também subiram. Para o regular (aqueles que pagam, pelo menos, o mínimo da fatura, o índice passou de 274,8% ao ano para 281,4% ao ano. Para o não regular (aqueles que não pagam nem o mínimo da fatura), a taxa passou de 310,9% ao ano para 312,4% ao ano. 

O financiamento parcelado seguiu a onda de encarecimento e passou de 170,5% ao ano para 178,4% ao ano. O crédito pessoal não consignado saiu de 122,5% ao ano para 123,7% ao ano. 

Os números apresentados mostram que a taxa de juros para o consumidor (pessoa física) subiu pelo terceiro mês consecutivo, considerando os recursos livres — aqueles negociados no mercado. Entre fevereiro e março, passou de 53,1% ao ano para 53,7% ao ano. A alta é de 0,6%. No trimestre, os índices avançaram 4,8%, enquanto que, no acumulado de 12 meses, tombou 3,6%. 

Os spreads — diferença entre o menor dos preços de oferta e o maior dos preços de demanda de um bem ou ativo — saíram de 45,3 pontos percentuais para 46 ponto percentual. Variou 0,7% no mês e 5,3% no trimestre. 

Mercado de crédito

As operações de financiamento livres — aquelas negociadas no mercado — subiram pelo segundo mês consecutivo. Entre fevereiro e março, o saldo passou de R$ 1,753 trilhão para R$ 1,777 trilhão, o que corresponde a um avanço de 1,4%. No primeiro trimestre, o avanço registrado é de 1,1%. Já no acumulado de 12 meses, a expansão do crédito foi de 11,5%.

Considerando as operações direcionadas — que são oferecidas por bancos públicos, principalmente pelo BNDES, com taxas subsidiadas — o saldo ficou estável em R$ 1,489 trilhão. Ao analisar o mercado como um todo, os empréstimos sairam de R$ 3,243 trilhões para R$ 3,267 trilhões, o que representa uma alta de 0,7%. No trimestre, subiu 0,3%, enquanto que, no ano, elevou 5,7%. 

Segundo os dados do Banco Central, a inadimplência com as operações financeiras subiu em março. Passou de 2,9% para 3%. No acumulado de 12 meses, porém, recuou 0,3 ponto percentual. 

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