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Correio Braziliense

Centrais sindicais fazem união inédita na celebração do 1º de Maio

Nas comemorações do Dia do Trabalhador, Força Sindical e CUT estarão juntas no mesmo palco. Líderes sindicais pretendem que ato seja em repúdio à reforma da Previdência proposta pelo governo


postado em 30/04/2019 06:00

Centrais sindicais fazem atos em São Paulo no Dia do Trabalho em 2015 (foto: Roberto Parizotti/Cut - 1/5/2015)
Centrais sindicais fazem atos em São Paulo no Dia do Trabalho em 2015 (foto: Roberto Parizotti/Cut - 1/5/2015)
As centrais sindicais estão nos últimos preparativos para o inédito ato unificado de 1º de Maio, com a participação de partidos políticos de centro e de esquerda e entidades da sociedade civil. Desde 1991, quando foi criada, nunca a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT, fundada em 1983) dividiram o mesmo espaço nas comemorações do Dia do Trabalho. Nesta terça-feira (30/4), no entanto, diante da pauta de interesse comum — em repúdio à reforma da Previdência proposta pelo governo —, os presidentes Wagner Freitas (CU) e Miguel Torres (Força) vão se encontrar, às 15h, no Vale do Anhangabaú, região central de São Paulo, para visitar o palco onde acontecerá o evento nesta quarta-feira (1/4) e dar entrevista coletiva.

A previsão dos organizadores é de que cerca de 200 mil pessoas passem pelo local, das 10h às 20h, com ato político às 11h. O 1º de Maio marca o início da jornada de manifestações com o lema Em defesa dos direitos dos trabalhadores — contra o fim da aposentadoria, por mais empregos e salários decentes, que também rechaça o programa de privatizações, e defende reajustes salariais dignos e o retorno das políticas sociais encerradas por Bolsonaro.

As reuniões entre as centrais ocorre desde o início do ano, e o objetivo é confirmar, na quarta-feira, uma greve geral de funcionários públicos e privados em 14 de junho. Já está aprovado o Dia Nacional de Luta, em 15 de maio, com o início de greve de professores.

“Esse é um momento político muito preocupante. Não podemos esquecer que o Brasil está com cerca de 13 milhões de desempregados”, destacou João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força. Mas também será uma ocasião de lazer para o “sofrido trabalhador”, com shows pelo país. Em São Paulo, estão confirmadas as presenças de artistas como Leci Brandão, Simone e Simaria, Paula Fernandes, Toninho Geraes, Mistura Popular, Maiara e Maraísa, Kell Smith, e Júlia e Rafaela.

Entre os servidores públicos, apenas o carreirão deve participar dos protestos de 1º de Maio. As carreiras de Estado do funcionalismo não estarão nas ruas. A maioria do pessoal do topo da pirâmide votou em Bolsonaro e alguns, inclusive, fazem parte da equipe econômica do governo. A batalha deles é no Congresso, na Esplanada e no Palácio do Planalto. “Não temos encaminhamentos no âmbito do Fórum Nacional das Carreiras de Estado (Fonacate) para o dia. Cada afiliada, isoladamente, poderá ter agenda própria. Nós estamos tratando de Previdência e de outros temas”, explicou Rudinei Marques, presidente do Fonacate. Mas nenhuma das afiliadas se manifestou pelas páginas oficiais convocando as categorias.

Em Brasília, o ato de 1º de Maio será no Taguaparque, com apresentações de Vanessa da Mata, Odair José, Israel e Rodolffo, entre outras atrações. Também será celebrado os 40 anos do Sindicato dos Professores de Brasília (Sinpro-DF). Também haverá eventos nas capitais do Rio de Janeiro, da Bahia, do Ceará, de Goiás, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, da Paraíba, de Pernambuco, do Piauí, de Sergipe, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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