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Correio Braziliense

Almoço fora da casa custa, em média, R$ 37,14 em Brasília

A capital federal teve uma alta de 6,8% no preço médio da refeição, de R$ 34,78, em 2017, para R$ 37,14 em 2018


postado em 02/05/2019 18:16 / atualizado em 02/05/2019 18:17

(foto: Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press)
Almoçar fora de casa está cada vez mais caro no Brasil. É o que mostra a pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Benefício do Trabalhador (ABBT): o custo médio para fazer uma refeição no almoço subiu 2,1% no último ano e está em uma média de R$ 34,84.

A pesquisa foi realizada em 22 estados e no Distrito Federal, em um total de 51 municípios, e comparou o valor de mais de 6 mil pratos em restaurantes, no período entre dezembro de 2018 a fevereiro de 2019. As informações coletadas consideram a refeição completa, composta por um prato principal, uma bebida não alcoólica, sobremesa e café, durante o horário do almoço em estabelecimentos que aceitam o vale-refeição como pagamento.

Entre as regiões, o ranking de almoço mais caro é liderado pelo Sudeste, com uma média de R$ 35,72 por refeição. No entanto, a cidade líder no preço alto da refeição é no Sul, em Florianópolis. Lá, custa R$ 43,35. A região Nordeste apresentou os valores mais baixos: uma média de R$ 32,66. Recife é a capital brasileira com a média mais barata no preço da refeição: R$ 29,70.

Brasília é a capital mais cara do Centro-Oeste. A cidade teve uma alta de 6,8% no preço médio da refeição, de R$ 34,78, em 2017, para R$ 37,14 em 2018; um valor maior que a média da região que é de R$ 35,16. De acordo com a diretora-executiva da ABBT, Jessica Srour, os preços refletem a realidade econômica local. "É importante ressaltar que a pesquisa é um retrato do momento avaliado. As oscilações podem mostrar reposição de perdas nos anos anteriores ou acomodação dos valores de acordo com o momento econômico vivido em cada município", comenta.  

Nathália Serrano, 21, é estudante de direito e conta que prefere economizar nos gastos com refeições fora de casa. "Todo dia à noite me organizo e faço minha marmita com as coisas que tenho em casa. Raramente como na rua, apenas quando necessário. Percebi que o gasto com alimentação era o que mais pesava no fim do mês. Optei por mudar meu estilo de vida levando comida de casa", comenta. 

A servidora pública Isabela Gomes, 22, almoça fora de casa todos os dias e observou a variação de valores. "Senti que aumentou bastante. Apesar de o valor do vale-refeição geralmente acompanhar os aumentos do mercado, ultimamente eu resolvi optar por restaurantes mais em conta mesmo no dia a dia, que tenham qualidade e não exagerem no valor, porque está realmente exorbitante", afirma.

* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca

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