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Correio Braziliense

Guedes: 'Tentamos ir para o caminho da prosperidade, não da Venezuela'

Defendendo o regime de capitalização, o ministro afirmou que a repartição não 'leva nada para o futuro'


postado em 08/05/2019 17:09 / atualizado em 08/05/2019 18:46

Paulo Guedes durante audiência pública na Comissão Especial que trata sobre a PEC da Previdência(foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
Paulo Guedes durante audiência pública na Comissão Especial que trata sobre a PEC da Previdência (foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

 
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo federal está tentando levar o país para caminho da prosperidade e “não da Venezuela”. Em resposta a pergunta da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o líder da equipe econômica defendeu que a reforma da Previdência é fundamental para o crescimento do país. As declarações foram dadas durante audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que trata sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 006/2019, da “Nova Previdência”. 

Após a declaração, um bate boca tomou conta da audiência pública e o presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), pediu para que Guedes tratasse “estritamente dos temas relacionados à Previdência”. “Do ponto de vista econômico e não do ponto de vista político”, justificou o ministro durante o bate boca, sobre a Venezuela. Durante as respostas aos deputados, ele voltou a dizer que a esquerda ficou 16 anos no poder e quebrou estatais e o setor público. 

Guedes voltou a defender o regime de capitalização. Para ele, a repartição não “leva nada para o futuro”. “No regime de capitalização, nós levamos recursos para o futuro”, disse. Ele também ressaltou que o dinheiro não será controlado por bancos. “São instituições de previdência específicas. São coisas diferentes. E os recursos viram investimentos que são levados para o futuro. O país cresce mais rápido e aumenta a produtividade do trabalhador”, afirmou. 

A deputada Jandira Feghali também criticou os dados apresentados pelo governo. Segundo ela, a equipe econômica mente ao dizer que o deficit na Previdência é de mais de R$ 200 bilhões, e, sim, em torno de R$ 50 bilhões. O secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, afirmou que é comum confundir os dados. “Existe o deficit da assistência social e o da Previdência”, explicou. “Apenas no Regime geral, o deficit foi de R$ 195 bilhões em 2018. Se somar com o Regime Próprio e as pensões dos militares, sobe para mais de R$ 260 bilhões”, completou. 

Segundo ele, os dados foram atestados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a Instituição Fiscal Independente (IFI) e a consultoria de orçamento da Câmara. “Ou seja, três órgãos isentos e ligados ao Poder Legislativo”, rebateu.

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