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Correio Braziliense

"Sem dinheiro, você corta. Deixa de ir ao restaurante", pontua Onyx

Posicionamento é sobre o contingenciamento da Educação. Manifestações ocorrem em todo o Brasil contra medida anunciada pelo governo


postado em 15/05/2019 17:34

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Após sabatina do ministro da Educação, Abraham Weintraub, no Congresso, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o governo não recuou nas questões educacionais e tampouco está tirando dinheiro das universidades. "O que estamos fazendo é guardar dinheiro para o futuro". 

 

 


Lorenzoni comparou a situação do governo à das famílias com baixo orçamento. "Quando a gente tá na nossa casa e o volume de recursos não está bom ou o gasto está muito alto, o que a gente faz? Segura. Nega o tênis pro filho, não vai ao restaurante, cancela a pizza do domingo à noite e toma uma sopinha. O governo tem que ser rigoroso".

O ministro explicou que ninguém do governo disse que teve contingenciamento, ao contrário do que deputados disseram ontem à imprensa. "Mantivemos com clareza o que é contingenciamento e o que é corte. Contingenciamento tem 12 meses para ser executado (...) num país fiscalmente desequilibrado, é dever do presidente proteger o orçamento porque. É com ele que a família Brasil vive", detalhou Onyx Lorenzoni. 

Aproveitando a oportunidade para defender a reforma da Previdência, ele disse que o governo está diante de uma modificação estrutural importante e garantiu que o texto da PEC 6/2019 será votado ainda no primeiro semestre. "Votaremos até meados de julho, então o governo se reorganiza do ponto de vista fiscal". 

Onyx afirmou, ainda, que os governos anteriores passaram "30 anos expandindo de maneira irracional o Estado". O fim do governo brasileiro, em suas palavras "herança do PT e do MDB" é um estado que não serve à sociedade. "Não é possível mudar tudo isso em cinco meses, pois foram 30 anos de cachimbo usado do lado errado. O governo tem prudência e parcimônia". 

"Ser fiscalmente equilibrado é ser prudente. o presidente Bolsonaro é um homem ousado politicamente, mas prudente para cuidar da vida e do dinheiro dos brasileiros", pontuou o ministro da Casa Civil.

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