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Correio Braziliense

IFI reduz projeção do PIB de 2,3% para 1,8% e piora a da dívida pública

Novas taxas de crescimento do PIB consideram 'a perda de fôlego da atividade, especialmente na indústria', devido aos dados recentes


postado em 15/05/2019 21:03

(foto: Lucas Pacífico/CB/D.A Press)
(foto: Lucas Pacífico/CB/D.A Press)
 
 
Acompanhando a onda de cortes nas projeções do mercado, a Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, reduziu de 2,3% para 1,8% a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB)  de 2019 e de 2,4% para 2,2% a de 2020.

Os dados foram divulgados no início da noite desta quarta-feira (15/05) no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF), que apresentou piora nos dados das contas públicas e antecipou em quatro anos, para 2026, o cenário pessimista para a dívida pública bruta chegando a 100% do PIB.

As novas taxas de crescimento do PIB consideram “a perda de fôlego da atividade, especialmente na indústria”, devido aos dados recentes. “Na atividade industrial, o segmento extrativo sofreu o impacto do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), em janeiro, enquanto o segmento de transformação tem sofrido os efeitos do enfraquecimento da demanda argentina, principal parceiro comercial brasileiro na indústria, além da dinâmica mais fraca da demanda doméstica”, afirmou o relatório.

A entidade considera alto o risco de descumprimento do teto de gastos no cenário base, que considera a aprovação de alguma reforma da Previdência com impacto de 80% da proposta inicial, ainda em 2022. Mesmo assim, o deficit primário nas contas públicas continuará sendo registrado até 2025, ano em que a dívida pública bruta em relação ao PIB chegará a 85,5%. No cenário pessimista, ou seja, sem reforma, a dívida pública bruta chegará a 100% do PIB em 2026 e não mais em 2030, como estava previsto anteriormente.

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