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Correio Braziliense

'A boa notícia é que a população tem apoiado', diz vice-presidente da CNI

Paulo Afonso Ferreira enfatizou que o Brasil tem um ritmo lento de retomada da economia em razão de vários problemas estruturais


postado em 22/05/2019 11:32 / atualizado em 22/05/2019 19:32

O vice-presidente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O vice-presidente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O vice-presidente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira, disse, durante o seminário Por que a reforma é crucial para o futuro do país?, que “a boa notícia” é que a população tem apoiado mudanças na legislação previdenciária. A sondagem da entidade verificou que 59% dos brasileiros concordam com a necessidade de reforma.

O evento que discute a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 6/2019) da “Nova Previdência” está sendo realizado pelo Correio Braziliense e pelo Estado de Minas, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Sebrae. Assista ao vivo.

De acordo com Ferreira, o assunto é “da mais alta importância para o Brasil”. Ele reconhece o trabalho “intenso” do ministro da Economia, Paulo Guedes, para viabilizar a reforma da Previdência e investida na agenda liberal para desburocratização do setor produtivo. “Agenda pelo qual o Brasil precisa tomar para retomar o trilho do crescimento”, destacou o vice-presidente executivo da CNI. 

Ferreira enfatizou que o Brasil tem um ritmo lento de retomada da economia em razão de vários problemas estruturais, sobretudo a situação fiscal crítica. “Desde 2014 o endividamento público vem aumentando”, lembrou. “Na visão da indústria nacional, precisamos começar pela reforma do sistema previdenciário. O modelo atual é desalinhado com o extraordinário crescimento da expectativa de vida da população brasileira”, completou. 
 

14% do PIB 

O vice-presidente destacou que as despesas com aposentadorias e pensões chegou a 14% do Produto Interno Bruto (PIB) no último ano, “mesmo com o Brasil ainda sendo uma população jovem”. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as transformações demográficas devem se intensificar nas próximas décadas e, até 2060, a população idosa deve triplicar no país.

Para Ferreira, sem a reforma, não sobrarão recursos para outras áreas, com infraestrutura, saúde educação. Ele defendeu que o Congresso tem uma proposta muito bem elaborada pela equipe econômica, que corrige as injustiças atuais e resolve o problema fiscal na próxima década. 

“O Brasil precisa se recuperar dos prejuízos causados por políticas erradas do passado”, destacou o vice-presidente. “Num conjunto de normas e restrições fiscais e dificuldades da economia real a reforma é essencial para o brasil voltar a crescer. Temos realizado campanhas de convencimento para a reforma, além permanente contato com os parlamentares”, completou. 

Ferreira finalizou ressaltando que a reforma da Previdência é “imprescindível e inadiável”, e pediu patriotismo e dedicação dos parlamentares. “O destino da nação e futuras gerações está nas mãos do Congresso Nacional”, disse. 
 

"Imprescindível e inadiável”

Ferreira afirmou que a reforma é “imprescindível e inadiável”. Falou ainda de uma agenda legislativa da indústria, que inclui várias outras pautas necessárias ao desenvolvimento da economia no Brasil. “Acredito que a reforma da previdência será aprovada nas duas casas legislativas até outubro. O Brasil precisa recuperar a competitividade”. 

Segundo ele, a reforma é “vital” para a indústria. “É fundamental para as transformações que o Brasil precisa. Se a União, os Estados e Municípios estiverem quebrados, não iremos pra frente. Ou faz a reforma, ou faz a reforma, não há alternativa”. Paulo afirma também que acredita que a reforma não será tão enxugada e que apenas alguns pontos mais polêmicos serão mudados: “São pontos que não causam tanto impacto no resultado final”. 

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