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Correio Braziliense

Investimentos virão com aprovação da reforma da Previdência, diz Marinho

O secretário ressaltou que, em 2014, o governo federal investiu pouco mais de R$ 80 bilhões em infraestrutura. A expectativa para este ano é de R$ 35 bilhões


postado em 22/05/2019 11:57 / atualizado em 22/05/2019 19:35

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A reforma da Previdência é essencial para que o governo possa retomar os investimentos. Esse é o discurso que o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, destaca à sociedade e aos congressistas. A narrativa voltou a ser reforçada, nesta quarta-feira (22/5), no seminário Previdência: por que a reforma é crucial para o futuro do país?, organizado em parceria pelo Correio e Estado de Minas.

O secretário ressaltou que, em 2014, o governo federal investiu pouco mais de R$ 80 bilhões em infraestrutura. A expectativa para este ano é de R$ 35 bilhões. E as dificuldades serão cada vez maiores em decorrência dos contingenciamentos e das dificuldades de cumprir o orçamento. “Falamos de uma redução drástica de capacidade de investimento”, sustentou. 

As condições do governo federal ainda são maiores que as dos estados e municípios. O Estado pode se endividar vendendo títulos da dívida pública e, assim, honrar compromissos. Mas ao custo do estabelecimento e manutenção de um círculo vicioso. “Quando se compra título da dívida, espera-se que, no futuro, o Estado cumpra com sua obrigação. E isso vai comprometendo o orçamento de estabelecer o círculo virtuoso amplamente falado pelo ministro (da Economia, Paulo Guedes)”, advertiu. 

A desoneração da folha de pagamento e o estabelecimento de um novo pacto federativo para a alocação de recursos nos estados e municípios são medidas que podem ser garantidas no círculo virtuoso defendido pela equipe econômica, como a preservação de atividades essenciais executadas pelas unidades federativas. “A população mais fragilizada sente na pele a falta de segurança pública e essa falta de segurança é exatamente a falta de capacidade do Estado. Não de pagar o salário do policial, mas de dar a condição para que ele exerça na plenitude a possibilidade do exercício da função, como ter colete e combustível para a viatura”, destacou Marinho.

O secretário tem, pessoalmente, ajudado na articulação do governo. No domingo, se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP). Pessoalmente, Marinho se reuniu também com 14 bancadas da Câmara e, hoje, se encontra com parlamentares do PR. “Estamos conversando. Os deputados dizem: “essa ‘vírgula’ me incomoda. Coloca a ‘vírgula’ duas casas adiante que me dá conforto”, comentou. 
 

Novos contingenciamentos 

Sobre os novos contingenciamentos, previstos para esta quarta-feira (22/5), de até R$ 10 bilhões, Marinho afirmou que o governo tentará segurar e utilizar outras reservas para que nenhuma outra pasta seja afetada. “O ministro (Guedes) trabalha para não ter que contingenciar mais recursos”, destacou Marinho.


Em março já havia sido anunciados cortes de R$,8 bilhões. Ele também se mostrou confiante com a aprovação da reforma da Previdência. “O Congresso agora é o protagonista desse processo. Nós estamos assistindo a disposição tanto do relator quanto do presidente e membros da comissão especial. Também temos assistido declarações reiteradas dos presidentes dos parlamentos tanto do Senado quanto da Câmara Federal e o compromisso com a pauta. Não tenho dúvida de que isso ocorrerá da maneira mais tranquila com a discussão que é necessária que seja feita e com a participação da sociedade através das audiências públicas”, destacou

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