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Correio Braziliense

'Existe a hipótese da reforma não passar', diz presidente do Instituto CNA

Roberto Brant afirma que mesmo com as mudanças nas regras de aposentadoria, o Brasil precisará enfrentar outras reformas


postado em 22/05/2019 14:09 / atualizado em 22/05/2019 19:45

Brant também afirma que o governo está focando apenas no impacto fiscal da reforma(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Brant também afirma que o governo está focando apenas no impacto fiscal da reforma (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O presidente do Instituto CNA, Roberto Brant, projetou um cenário pós-reforma da Previdência no seminário sobre o tema realizado pelo Correio Braziliense e o Estado de Minas. Para ele, serão necessárias outras reformas, a fim de mudar a maneira como ocorrem os gastos públicos. 

No entanto, Brant afirma que é possível que as mudanças nas regras previdenciárias não sejam aprovadas ou sofram grandes alterações no Congresso. "Ainda existe uma hipótese de  que a reforma da Previdência não passe no parlamento, ou que não se tenha uma mudança minimamente eficiente. Excluir os estados da reforma e fazer pela metade", disse.

Brant também afirma que o governo está focando apenas no impacto fiscal da reforma, e não na necessidade de reformular todo o sistema financeiro do Estado. "Me preocupa também o viés exclusivamente fiscal. A reforma propõe mais do que isso. Propõe mudar a forma como ocorre o gasto público", completou.

O futuro

Roberto Brant afirma que diante da recessão econômica e da estagnação das últimas décadas, é necessário que sejam realizadas transformações mais profundas. "Mesmo se a reforma passar, não será suficiente. Se o Brasil crescer a 0,5% ou 1% não é o necessário. O país corre muito risco de tornar-se ingovernável se a economia não crescer", disse. "O crescimento do populismo e do nacionalismo provém da ineficiência do Estado de continuar crescendo", completou.

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