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Correio Braziliense

Mudanças nos compulsórios liberam R$ 8,2 bi para o sistema financeiro

Banco Central utiliza o mecanismo para influenciar o crédito disponível e as taxas de juros cobradas


postado em 23/05/2019 19:02

(foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
(foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

 
O Banco Central (BC) anunciou, no fim da tarde desta quinta-feira (23/5), que vai mudar regra do depósito compulsório, o que, na prática, vai permitir a liberação de R$ 8,2 bilhões ao sistema financeiro. A autoridade monetária utiliza o mecanismo para influenciar o crédito disponível e as taxas de juros cobradas, porque o BC determina um montante que é pago pelos bancos vindo de captações em depósitos à vista, a prazo ou poupança. 

Os recolhimentos compulsórios são um instrumento para influenciar a quantidade de moeda na economia. Com a atividade econômica fraca, e a possibilidade do Produto Interno Bruto (PIB) ser negativo no primeiro trimestre do ano, a medida serve para fomentar o crédito e estimular o consumo. 

“Dentro do trabalho contínuo de revisão das normas de recolhimento compulsório, com o objetivo de simplificar e racionalizar suas regras e reduzir os custos de observância das instituições sujeitas ao compulsório, o Banco Central decidiu excluir da base de cálculo do compulsório sobre depósitos a prazo os depósitos interfinanceiros feitos por Sociedades de Arrendamento Mercantil (SAM) em instituições financeiras de um mesmo conglomerado”, informou o BC. 

A medida foi adotada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016, que vedou a realização de operações compromissadas lastreadas em títulos de instituições ligadas ou integrantes de um conglomerado. “A norma acabou por inviabilizar a realização de depósitos interfinanceiros de SAM em instituições do mesmo conglomerado. O período de transição para a entrada em vigor da decisão do CMN se encerrou em dezembro de 2018”, comunicou. 

O valor de R$ 8,2 bilhões corresponde a 3,3% do total atualmente recolhido no Banco Central nessa modalidade de compulsório. A mudança entrará em vigor no dia 1º de julho, com efeitos financeiros a partir de 15 de julho.

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