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Correio Braziliense

Guedes: 'Estamos confiantes de que o Congresso vai aprovar a reforma'

Para o ministro da economia, a sociedade demonstrou apoio às mudanças propostas pelo governo nas manifestações de domingo (26/5)


postado em 28/05/2019 17:44 / atualizado em 28/05/2019 18:13

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Com a agenda lotada de encontro com parlamentares, ontem (27/5), o ministro da economia logo pela manhã, após sair de café da manhã, ’’em excelente clima e em ambiente ótimo”, com o presidente da República, Jair Bolsonaro, se referiu às manifestações de domingo passado como mais um sinal de que a sociedade demonstrou apoio às mudanças propostas pelo governo e as lideranças políticas entenderam o recado. “Estamos confiantes de que o Congresso vai aprovar a reforma da Previdência. Acho que as manifestações simplesmente confirmam a ideia de que o povo quer mudanças”, destacou.

 

Da reunião matinal no Palácio da Alvorada participaram, também, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, David Alcolumbre, e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. “As principais lideranças do Brasil conversaram, justamente, sobre tudo isso. Desafios para frente. Estão todos buscando melhorar o país. Foi um clima excelente”, disse Guedes.

 
Maia quer acelerar reforma da Previdência

 

O presidente da Câmara Rodrigo Maia disse que vai pedir ao relator da reforma da Previdência, senador Samuel Moreira (PSDB-SP), que o trabalho seja adiantado. “Eu vou pedir a ele hoje que apresente o projeto antes do dia 15. Acho que a gente precisa encurtar um pouquinho esse prazo para que não se chegue muito no limite do final do primeiro semestre”, destacou Maia.

 

A conversa com parlamentares é importante para que se chegue a um consenso em torno da economia de gastos públicos pretendida pelo ministro da Economia de R$ 1,2 bilhão em 10 anos, “Não apenas para garantir o equilíbrio fiscal, mas para que a gente possa criar um sistema que garanta uma poupança melhor para os trabalhadores e uma capacidade maior de investimento para o estado brasileiro”.

 

O presidente da Câmara disse ainda que já tinha combinado com o ministro Paulo Guedes de levar junto com ele ao Ministério da Economia deputados de diferentes partidos para “acelerar algumas pautas urgentes para o Brasil”, além da reforma da Previdência. “A Previdência tem um peso, mas a reestruturação do estado brasileiro também tem um peso enorme, pois também encareceu nos últimos anos e aumentou sua ineficiência”.

 

Em relação ao orçamento impositivo, ele disse que os deputados estão alinhados com os senadores. Está sendo renegociada a regra de ouro (permissão para o governo se endividar para manter a máquina funcionando) devido ao engessamento do orçamento com despesas obrigatórias.

 

Quantos às manifestações, o presidente da Câmara afirmou que são legítimas e democráticas. “Todas elas vem com uma mensagem. Cada um tem que avaliar, respeitando a posição de cada um, mesmo discordando. O importante é que a gente tenha no Congresso Nacional uma pauta bem organizada”.


Servidores

 

Ao falar da PEC da reorganização da regra de ouro, que, segundo Maia, vai complementar o novo regime fiscal, ele falou que a iniciativa não é contra o servidor, apesar de as “despesas obrigatórias atingirem quase 100%  do gasto público”. “Queremos valorizar o servidor para que ele possa ganhar em dia, para que a inflação não volte e prejudique o salário dele”.

 

Questionado sobre projetos que permitem a demissão do servidor concursado, Maia lembrou que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) já permite isso. Mas o assunto vai ser discutido na semana que vem no Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu já pedi ao Toffoli (presidente do STF) que a gente julgue a liminar do regime jurídico único que está a muito tempo parada. Essas questões não são contra o servidor. São a favor do servidor que trabalha, que se dedica”, disse

 

 

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