Jornal Correio Braziliense

Economia

Medidas de segurança podem acabar com riscos de acidentes aéreos

Levantamento da associação aponta que até maio deste ano, 206 passageiros e integrantes da tripulação de voos comerciais perderam a vida em acidentes pelo mundo


Coreia do Sul -- Enquanto o Brasil amarga traumas causados por acidentes aéreos nos últimos 50 anos; a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) busca soluções para evitar tragédias como colisões e falhas mecânicas em larga escala na aviação mundial. Se implementados, podem suavizar, inclusive, a situação no país.

Levantamento da IATA aponta que, entre janeiro e maio, 206 passageiros e integrantes da tripulação de voos comerciais perderam a vida em acidentes pelo mundo. Nos primeiros meses de 2019, houve seis colisões fatais. As mais emblemáticas envolveram a Ethiopian Airlines (149 vítimas) e a Aeroflot Russian Airlines (40).

Para o vice-presidente de Segurança e Operações Viárias da IATA, Gilberto López Mayer, "o investimento é importante e necessário, não apenas para evitar contratempos mas também para evitarmos mortes ou graves acidentes aéreos".

Mayer afirma que "às vezes, autoridades atrapalham a regulamentação de novos mecanismos de segurança. Algumas coisas burocráticas, como autorizações mais específicas, que poderiam ser facilitadas, acabam atrapalhando nosso trabalho".

Durante o Encontro Anual da IATA, em Seul, capital da Coreia do Sul, o executivo explicou ao Correio que "existem muitas maneiras de fazer esse controle e tentar usar tecnologias inteligentes que facilitem a navegação. Mas é necessário fazer um investimento compatível".

Um dos exemplos seria o uso de um documento único para facilitar poucos e decolagens em todo o mundo, dependendo menos de ajuda dos aeroportos. "São formas inteligentes de trabalhar, mas precisamos da colaboração do mercado e, claro, dos governantes".

Segundo relatório da IATA, ocorreram 62 acidentes aéreos no mundo em 2018. Destes, 11 foram fatais. Morreram 549 pessoas.

Acidentes que chocaram o Brasil:


Serra da Aratanha, junho de 1982
Após deixar São Paulo (SP) rumo a Fortaleza (CE), um Boeing da Vasp se chocou contra a Serra da Aratanha, no Norte do Ceará. Os 135 ocupante morreram.

São Paulo, março de 1996
Em noite com céu nublado, um jato executivo Learjet avançou sobre as árvores e colidiu em uma coluna na mata. Morreram todos os integrantes da banda Mamonas Assassinas.

São Paulo, outubro de 1996
Um Fokker 100, da TAM, decolou de Congonhas, em São Paulo, para o Rio de Janeiro. Caiu 24 segundos depois, atingindo oito casas em Jabaquara. Morreram 99 pessoas: 96 que estavam no avião e três em terra.

Mato Grosso, setembro de 2006
Colisão entre um jato Legacy com um Boeing da Gol na Floresta Amazônica deixou 154 mortos, entre tripulantes e passageiros. Foi o segundo acidente aéreo mais grave do Brasil em número de vítimas.

São Paulo, julho de 2007
Um avião da TAM que vinha de Porto Alegre (RS) não conseguiu parar na pista do aeroporto de Congonhas e se chocou contra um prédio da companhia aérea. Ao todo, 199 pessoas morreram (183 a bordo e 13 em terra).


Sergipe, maio de 2019
Após decidir visitar a namorada de surpresa, o cantor Gabriel Diniz, autor do hit Jenifer, morreu após o avião em que ele estava ter caído na região dos mangues sergipana.