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Correio Braziliense

Redução de juros imobiliários pode dobrar rendimentos do setor

A Caixa diminui 1,25 ponto percentual o juro para possibilitar que mais pessoas adquiram a casa própria


postado em 07/06/2019 06:00 / atualizado em 07/06/2019 20:38

As mudanças realizadas pela Caixa igualam as taxas de juros das modalidades do Sistema Financeiro de Habitação e do Sistema Financeiro Imobiliário(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
As mudanças realizadas pela Caixa igualam as taxas de juros das modalidades do Sistema Financeiro de Habitação e do Sistema Financeiro Imobiliário (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
A redução de juros do financiamento da casa própria, anunciada pela Caixa Econômica Federal (CEF), na última quarta-feira (6/6), pode dobrar os rendimentos do mercado imobiliário de 2019, em relação a 2018, segundo o vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), Eduardo Aroeira. Procurados pelo Correio, bancos como Santander, Itaú e Banco do Brasil informaram que não planejam diminuir suas respectivas taxas. Já o BRB informou que sua taxa de juros na modalidade SFH foi reduzida de 8,1% para 7,7% em 20 de maio, antes das mudanças na Caixa. Aroeira acredita que essas medidas devem possibilitar que mais pessoas adquiram a casa própria.


As mudanças realizadas pela Caixa igualam as taxas de juros das modalidades do Sistema Financeiro de Habitação (para a compra de imóveis residenciais de até R$ 1,5 milhão) e do Sistema Financeiro Imobiliário (imóveis residenciais e comerciais sem limite de valor). Para a Ademi-DF, isso facilitará, principalmente, a compra de imóveis de classe média, ou seja, com valores mais altos. “A simples redução dos juros aumenta a capacidade de pagamento das pessoas, enquanto que a equiparação do sistema SFH com o SFI faz com que ocorra uma redução significativa da taxa de imóveis de alta renda”, esclarece Aroeira.

O vice-presidente da Ademi-DF, que assumirá a presidência da associação em 26 de junho, explica que, apesar da atual crise econômica, o DF teve o melhor trimestre em relação ao mercado imobiliário, desde 2015. Pesquisa da entidade e do Sinduscon-DF mostra que os negócios no 1º trimestre de 2019 foram 54% maiores que a de 2018. “Essa melhora no setor imobiliário cria condições para que se haja segurança para financiar apartamentos e empresas, já que o mercado está ativo e investindo”, afirma.

Para Geraldo Nascimento, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 8ª Região do Distrito Federal (Creci/DF), esse movimento faz com que aumente a procura por essa modalidade de crédito. “Pessoas que desejavam comprar e estavam cautelosos, devido aos valores cobrados, devem repensar e comprar imóveis, realizando assim o sonho de toda família”, disse. “Ao fazer essas mudanças, a Caixa, que hoje detém a maior parte dos recursos que vão para o setor, faz com que as demais instituições reavaliem as taxas, deixando o mercado mais competitivo”, acredita.

Fique atento!

 

Confira as taxas cobradas pelos bancos em financiamentos imobiliários

Instituição    SFH          SFI
BB               8,4%+TR    8,8% TR
BRB             7,7% TR      8,7% TR
Caixa           8,5% TR      8,5% TR
Itaú             8,3% TR      8,3% TR
Santander    8,9% TR      8,9% TR

(Fontes: Os próprios bancos)

 

Poupança: saques superam depósitos 

Após os saques líquidos de R$ 2,877 bilhões abril, os brasileiros voltaram a retirar dinheiro da poupança em maio. Dados do Banco Central mostraram que, no mês passado, R$ 718,718 milhões líquidos saíram na caderneta poupança. No acumulado de 2019, as retiradas líquidas da poupança somaram R$ 16,997 bilhões. O montante é resultado de saques de R$ 980,894 bilhões contra depósitos de R$ 963,897 bilhões. No mês passado, foram R$ 204,305 bilhões em saques, contra R$ 203,586 bilhões em depósitos. Considerando os rendimentos de R$ 2,987 bilhões na poupança em maio, o saldo global da caderneta chegou aos R$ 795,160 bilhões.

 

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira 

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