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Correio Braziliense

95,4% dos turistas pretendem voltar ao Brasil, diz pesquisa

No levantamento, a hospitalidade no país foi o item mais bem avaliado, com 97,9% de aprovação


postado em 11/06/2019 22:10 / atualizado em 11/06/2019 22:11

(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
A maior parte dos turistas estrangeiros que visitaram o Brasil em 2018 pretendem voltar, foi o que apontaram os resultados da Demanda Turística Internacional. O estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) avaliou o perfil, hábitos e percepção de 39 mil viajantes de diferentes nacionalidades, onde 95,4% dos entrevistados relataram que pretendem voltar o país. A hospitalidade foi o item mais bem avaliado, com 97,9% de aprovação, seguida pelos alojamentos (96,7%), gastronomia (95,9%), e restaurantes (95,8%).

Foram registradas 6.621.376 chegadas internacionais, um crescimento de 0,5% em relação a 2017. A internet é a principal fonte de informação dos turistas que vêm para o país, onde os serviços de transporte internacional, hospedagem e pacotes são os serviços são os mais comprados.

No ranking dos principais visitantes, estão em primeiro os Argentinos, seguidos pelos Americanos e Chilenos. A principal motivação das viagens é o lazer, enquanto as viagens a negócios, eventos e convenções caíram. “Dados apresentam que o turista de negócios tem gasto maior do que um turista de lazer, então nós precisamos de uma agenda estratégica visando realmente fazer com que a atração desses turistas seja ampliada”, disse o Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.   

O Rio de Janeiro lidera como destino mais procurado pelos turistas para o lazer, a frente de Florianópolis e Foz do Iguaçu. Se tratando de viagens de negócios, São Paulo está em primeiro lugar. O Ministro reforçou a importância de impulsionar o turismo doméstico, que está estagnado. “Essas são informações fundamentais para a conseguirmos realmente ter uma visão mais ampla e detalhada para sentar e elaborar um plano estratégico de desenvolvimento do setor no Brasil. No Plano Nacional de Turismo temos a meta de inserir pelo menos mais 40 milhões de brasileiros no turismo interno, e para isso precisamos reduzir o custo por exemplo as passagens aéreas que estão hoje caríssimas.”, disse. 

Ele vê a medida sobre cobrança de bagagens como positiva. “Isso só se resolve com a competitividade entre as empresas, precisamos de mais cinco ou seis aéreas trazendo essa concorrência e aí sim nós vamos conseguir aumentar o número de rotas e destinos e sobretudo reduzir o preço das passagens principalmente com os voos low cost. Foi uma grande vitória sinalizada pelo presidente que vai vetar o retorno da inclusão da bagagem na passagem, seria um entrave tendo em vista que as empresas de vôo de baixo custo querem vir para o Brasil.”, analisou o ministro. 
 
* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca 

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