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Correio Braziliense

Gasolina atinge preço mais baixo desde fevereiro no DF

Levantamento do Correio encontrou o litro do combustível a R$ 3,99 em vários postos do DF


postado em 17/06/2019 17:34

O motorista de aplicativo Jacson Mendes comemora os preços mais baixos(foto: hais Moura/Esp. CB/D.A Press)
O motorista de aplicativo Jacson Mendes comemora os preços mais baixos (foto: hais Moura/Esp. CB/D.A Press)
Comercializada em torno de R$ 4 desde o último reajuste da Petrobras, a gasolina nos postos do Distrito Federal atingiu, nesta segunda-feira (17/6), os menores preços desde fevereiro. O litro do combustível, que há uma semana era vendido a R$ 4,10, em média, agora pode ser achado por R$ 3,99 em grande parte da capital. 

No domingo (16/6), o Correio percorreu 30 postos da EPTG, SIA, SIG, Asa Sul, Asa Norte e Taguatinga, e encontrou o menor preço do litro da gasolina comum por R$ 3,96, no posto Petrolino, centro de Taguatinga. Já no Plano Piloto, o litro do combustível foi encontrado por R$ 3,97 no Ipiranga da 112 Norte.

O levantamento do Correio ainda mostra que, dos 30 postos, apenas 12 mantêm preços acima de R$ 4. Na Asa Sul, é mais em conta abastecer nos postos Petrobras (207 e 202), e PB (206) do eixo L. Nas entrequadras, como 311 e 310, o valor sobe de R$ 3,98 para R$ 4,45. Já na Asa Norte, os postos Ipiranga (112 e 204), Petrobras (107) e Shell (306) possuem os menores preços.

Consumidores aproveitaram a significativa redução para encher o tanque e, nesta segunda, o movimento nos postos era grande. Jacson Mendes, motorista de aplicativo de 45 anos, comemora os novos valores do combustível, já que diariamente usa o carro como ferramenta de trabalho. “Quando o preço está aceitável, eu gasto em média R$ 300 por semana com combustível, mas em maio, por causa dos aumentos sucessivos, cheguei a gastar quase R$ 500”, reclama o motorista.
 
* Estagiária sob a supervisão de Vinicius Nader 

Jacson acredita que os preços devem permanecer oscilando até o fim de 2019, mas sempre para baixo: “Não acho que a gasolina vai ficar tão cara como no ano passado”.

Já Rafael Zile, 34 anos, mora longe do trabalho, e, por isso, depende 100% do veículo para se locomover. Com a queda de cerca de R$ 0,49 no litro das bombas, o bombeiro aproveitou para economizar e resolveu abastecer no posto da 112 Norte, que cobra R$ 3,97 pelo litro. “Em maio e abril, gastei cerca de R$ 850 por semana para abastecer meu carro, porque uso o carro com muita frequência. Os valores estavam absurdos há algumas semanas. Gostei dos novos preços e espero que continue assim, senão o bolso não vai aguentar”, diz Rafael. No entanto, ele acredita que a redução poderia ser maior ainda, já que “em outros países, os combustíveis têm preços bem inferiores”.

O presidente do Sindicombustíveis, Paulo Tavares, representante dos postos da capital, esclarece essa queda nos valores como um “guerra de preços”. “A guerra entre os postos de Brasília faz com que se encontre valores menores em alguns, e maiores em outros. Se essa guerra acabar, a gasolina deve aumentar novamente”, diz. Tavares ainda explica que as últimas três quedas promovidas pela Petrobras são efeito direto  da queda de U$ 10 no barril de Petróleo. “O valor total de redução nas refinarias foi de R$ 0,28 nas últimas 3 quedas promovidas pela Petrobras, por efeito da queda de U$ 10 dólares no barril. Nas bombas, os valores caíram, no mesmo período, R$ 0,49”, afirma o presidente do Sindicombustíveis.


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