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Correio Braziliense

Quem votar a favor da reforma não voltará nas urnas, diz deputado Jorge Solla

Afirmação ocorreu durante discurso na Comissão Especial da reforma da Previdência, que analisa o relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentado na última quinta-feira (13/6)


postado em 18/06/2019 12:15 / atualizado em 18/06/2019 12:15

(foto: Paulo H. Carvalho/CB/D.A Press)
(foto: Paulo H. Carvalho/CB/D.A Press)
O deputado Jorge Solla (PT-BA) foi o primeiro parlamentar a falar nesta terça-feira (18/6), na Comissão Especial da reforma da Previdência, para discutir o relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentado na última quinta-feira (13/6). A lista de inscritos fechou com 155 parlamentares, sendo 64 para falar a favor da reforma e 91 para falar contra a medida.

Cada membro da comissão e líder partidário poderá falar por até 15 minutos. Já os deputados que não são membros da comissão terão 10 minutos para discursar.

"A reforma trabalhista iria gerar emprego e gerou desemprego. A mesma coisa acontecerá com a reforma da Previdência. Muitos dos que votaram a favor da reforma trabalhista não voltaram, foram punidos nas urnas. E quem votar a favor da reforma da Previdência também não voltará", disse Solla.

O deputado petista enfatizou que seu partido votará contra a reforma, mas reconheceu que o Moreira já retirou do projeto trechos que Solla considerou "aberrações", como a criação do sistema de capitalização. "Mas boa parte da desconstitucionalização de parâmetros da Previdência continuam no relatório", apontou.

O parlamentar alegou ainda que os dados apresentados pelo governo para o déficit da Previdência estariam "inflados". Ele reclamou ainda do fato dos militares terem ficado de fora da Proposta de Emenda à Constituição. "Não aceitamos economizar mais de 80% desse R$ 1 trilhão nas costas do trabalhador mais pobre", concluiu.

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