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Correio Braziliense

Otimismo toma conta do mercado e bolsa passa dos 100 mil pontos

O otimismo foi potencializado pela sinalização do presidente do banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de uma possível redução dos juros


postado em 20/06/2019 06:00

(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
Pela primeira vez na história, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) fechou o dia cotado acima dos 100 mil pontos. As ações registraram alta de 0,9%, o que elevou a pontuação para 100.303. O otimismo foi potencializado pela sinalização do presidente do banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de  uma possível redução dos juros.

Caso os cortes nas taxas norte-americanas se concretizem, os investidores podem alocar recursos em aplicações de risco maior no mercado brasileiro. Nesse aspecto, o país se torna mais atrativo.

Em março, o Ibovespa chegou a ultrapassar 100 mil pontos, mas fechou abaixo da barreira psicológica. Segundo analistas, é difícil prever se haverá uma sequência de resultados no curto prazo para superar o recorde histórico, mas que a tendência é de variações positivas com a evolução da reforma da Previdência, o que poderia elevar o índice para 100.500 pontos ou mais.

Para o economista-chefe da Ativa Investimentos, Carlos Thadeu, a B3 reage, há alguns dias, a evolução da reforma da Previdência no Congresso, inclusive mais do que o esperado anteriormente. “Além disso, o mercado se antecipou ao fato de que o Banco Central (BC) poderia sinalizar uma redução dos juros no curto prazo no Brasil. O que efetivamente ocorreu”, destacou

O economista Flávio Serrano, da Haitong, avalia que a aprovação da proposta pelo Legislativo vai dar instrumentos para iniciar uma recuperação do crescimento econômico, mas ainda será preciso fazer uma ampla agenda de mudanças estruturais para melhorar a produtividade e competitividade do país.

Os investidores também acompanharam a sabatina feita ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, no Senado Federal. Os donos do dinheiro observam possíveis conflitos políticos e derrotas do governo. O dólar caiu 0,25%, chegando aos R$ 3,85.

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