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Correio Braziliense

Impacto residual ou nulo, diz presidente da Caixa de dívidas da Odebrecht

De acordo com Pedro Guimarães, o banco fez todas as provisões de calotes no ano passado


postado em 24/06/2019 11:40

(foto: Minervino Júnior/CB/DA.Press)
(foto: Minervino Júnior/CB/DA.Press)
O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse que o impacto do processo de recuperação judicial da construtora Odebrecht será residual ou nulo nos resultados da instituição financeira. De acordo com ele, o banco fez todas as provisões de calotes no ano passado. 

As declarações foram dadas na manhã desta segunda-feira (24/6) durante coletiva de imprensa do balanço do primeiro trimestre do ano. Guimarães ressaltou que o pedido de recuperação já estava óbvio e, por isso, o banco se preparou para possíveis perdas. 

“Qualquer perda que tenha, já está 100% provisionada ou 95%. O que não está provisionado, tem garantia de imóvel. Já teve perda de bilhões com a recuperação judicial, mas no balanço não haverá. Ou haverá residual. Só haverá perdas se as garantias de terrenos valham zero. Estamos muito tranquilos com nosso nível de provisionamento”, disse.

O presidente da Caixa ainda ressaltou que foram provisionados recursos referente a mais de 20 empresas que estavam com risco de pedido de recuperação. Segundo ele, algumas solicitações já foram feitas, mas ainda restam 10 que devem anunciar “no próximo mês, daqui a seis meses ou no próximo ano”.

Para Guimarães, a instituição financeira está “muito tranquila” com relação a “várias empresas que não têm condição de continuar sem recuperação judicial”.

“A Odebrecht é uma delas. Tem mais 10. Outras empresas, que não entraram ainda em recuperação judicial”, afirmou Guimarães. O presidente da Caixa não informou o valor total de empréstimos do banco público com a Odebrecht.

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