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Correio Braziliense

BC ajusta regras prudenciais para risco de variação de taxas de juros

O impacto estimado pelo BC é de redução de R$ 2,4 bilhões no capital requerido das instituições


postado em 25/06/2019 20:04 / atualizado em 25/06/2019 20:05

(foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
(foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
 

 

O Banco Central ajustou nesta terça-feira (25/6), por meio de circular, as regras prudenciais das instituições financeiras para o risco de variação das taxas de juros. As mudanças, informou o BC por meio de nota, estão em linha com as recomendações internacionais do Comitê de Basileia.

De acordo com o BC, "as alterações incluem ajustes nos parâmetros de cálculo de capital decorrentes de alterações estruturais na volatilidade das taxas de juros de longo prazo e aumento das possibilidades de reconhecimento de operações de hedge".

O impacto estimado pelo BC é de redução de R$ 2,4 bilhões no capital requerido das instituições, "o que corresponde a um aumento de 10 basis points do Índice de Basileia dos bancos do Sistema Financeiro Nacional".

Home equity

Também por meio de circular, o BC promoveu ajustes na metodologia de cálculo do requerimento de capital no caso das operações de crédito garantidas por imóveis residenciais, modalidade conhecida como home equity.

"O fator de ponderação do requerimento de capital aplicável a empréstimos com garantia imobiliária residencial (home equity) foi reduzido para 35%, caso o saldo devedor do empréstimo seja de até 50% do valor de avaliação do imóvel", informou o BC por meio de nota. "Até então, essas operações estavam sujeitas ao fator de ponderação de 50%."

De acordo com o BC, "os ajustes contribuem para o desenvolvimento de uma das modalidades de empréstimos mais seguras e baratas do mercado de crédito". "Estas mudanças estão em linha com as novas recomendações internacionais do Comitê de Basileia para Supervisão Bancária", acrescentou a instituição.

O BC defendeu ainda que as operações com garantia de imóvel possuem grande potencial de crescimento no Brasil. "Enquanto nos EUA as linhas de home equity representam cerca de 15% do crédito residencial, no Brasil tal porcentual é inferior a 2%", pontuou o BC, em nota. "Na medida em que as operações com garantias apresentam taxas de juros inferiores, como recentemente apontado em boxe do Relatório de Economia Bancária, o crescimento do home equity pode contribuir para reduzir o custo de crédito."

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