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Correio Braziliense

Previsão do governo de alta do PIB recua de 1,6% para 0,81% em 2019

No ano que vem, as projeções são de incremento de 2,2%, igualmente menor que a anterior, que estava em 2,5


postado em 12/07/2019 10:47 / atualizado em 12/07/2019 12:51

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
As expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas do país), divulgadas hoje pelo Ministério da Economia, indicam alta de 0,81% para 2019. Pouco abaixo das projeções anteriores, feita em 6 de junho, de 1,6%. No ano que vem, as projeções são de incremento de 2,2%, igualmente menor que a anterior, que estava em 2,5. Em 2021, as expectativas se mantiveram em de 2,5%. Em 2022, também lnão se alteraram dos de 2,5%. E, em 2023, pela primeira vez citado, foi projetado crescimento igualmente de 2,5%.

De acordo com o ministério, as projeções desses indicadores macroeconômicos deste mês fundamentarão o processo orçamentário, auxiliando a estimação de despesas e receitas do governo federal. As projeções para a inflação também tiveram algumas alterarações nessa edição do relatório. O custo de vida medido pelo IPCA caiu de 3,9%, na projeção de 7 de julho, para 3,8%. Do INPC, as estimativas continuaram em 4%, nas duas projeções. E para o IGP-DI, houve alta de 6,2% para 6,6%.

O documento indica que, após passar por severa crise em 2015 e 2016, a ecomomia brasileira iniciou lenta recuperação, com desenvolvimento de 1,1% ao ano, em 2017 e 2108. Mas, em 2019, ainda esta com ritmo lento.”A retomada do crescimento da economia brasileira deverá passar necessariamente por um conjunto de reformas de reequilíbrio fiscal, onde a nova previdência assume papel de protagonismo, bem como reformas pró-mercado,que cirem um ambiente onde o investimento possa ser guiado pelas melhores oportunidades”, destaca o relatório.

Conjuntura

No primerio trimestre de 2019, o PIB encolheu 0,2% em relação ao trimetre anterior, após oito meses seguidos de alta. Na comparação com o mesmo trimesstree de 2018, o PIB apresentou alta de 0,5%. Nos três primeiros meses de 2019, entre os setores da economia, a indústria caiu 0,7%, a agropecuária baixou 0,5%, e serviços teve leve alta de 0,2%.  Entre os aspectos estruturais, os chamados choques de curto prazo, o governo atribui “cerca de um terço da queda da indústria aos reflexos lproduzidos pela tragédia de Brumadinho”.
 

Previdência

A reforma da Previdência, caso aprovada pelo Congresso Nacional, poderá ter impacto no crescimento da economia em torno de 0,5 pontos percentuais. A previsão foi do secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues. Isso significa, disse ele, que se a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB), for de 2%, poderá chegar pelos efeitos das mudanças nas aposentadorias e pensões a 2,5%. O secretário de política econômica, Adolfo Sachsida, também ressaltou que a reforma tem um grande peso nos planos do governo. Menos otimista, o subsecretário de política macroeconômica, Vladimir Teles, previu que o impacto, esse ano, deve ser pequeno, melhorando no ano que vem.

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