Economia

>> entrevista Juan IGNÁCIO RODRIGUEZ, ceo da RCI na AMÉRICA LATINA

O executivo mexicano Juan Ignácio Rodriguez, CEO da RCI na América Latina, aposta no crescimento da propriedade compartilhada no Brasil, mercado em que ele enxerga uma demanda reprimida no setor do turismo. A seguir, trechos da entrevista

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 17/07/2019 04:05
O executivo mexicano Juan Ignácio Rodriguez, CEO da RCI na América Latina, aposta no crescimento da propriedade compartilhada no Brasil, mercado em que ele enxerga uma demanda reprimida no setor do turismo. A seguir, trechos da entrevista


Por que o setor de
compartilhamento de férias
e multipropriedade tem
crescido acima da média?
Principalmente porque as grandes redes hoteleiras começaram a ter uma participação interessante nesse mercado. O que antes era visto com desconfiança pelo consumidor, hoje conta com a solidez e a boa reputação de grupos como Rio Quente, Beach Park, Mabu, Costão do Santinho, Costa do Sauípe e Bourbon. As marcas dão mais segurança ao consumidor.

A regulamentação
também impactou?
Com certeza, a criação de um marco jurídico para o setor ajudou muito. Hoje, quem investe nisso sabe que não terá nenhum problema no futuro.

Qual o potencial do
mercado brasileiro?
O potencial é imenso. O Brasil tem quase 220 milhões de pessoas e uma grande demanda reprimida no turismo e no mercado de férias. E, uma vez que as pessoas se acostumam a viajar, não mudam, é uma necessidade humana, é saudável, é um investimento na saúde. Por isso, com tudo o que ocorreu, ainda a participação de mercado é bem pequena; temos espaço para crescer muito. O turismo vai puxar para cima o mercado imobiliário e toda a economia.

Mas a indústria do turismo
no Brasil, que recebe apenas
6 milhões de estrangeiros
por ano, hoje tem pouca
representatividade na
economia e, principalmente,
no mercado imobiliário.
Existe uma razão histórica para isso. O Brasil começou a pensar no turismo fora do eixo Rio-São Paulo apenas nos anos 1980. E começou realmente a pensar na estrutura jurídica, a criar um ministério de turismo, há poucos anos. Esse é um setor que precisa de investimento de longo prazo e de planejamento. O crescimento do mercado de férias e os números do setor de timesharing e propriedade compartilhada comprovam que, com bom planejamento, é possível crescer de forma sólida e consistente.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação