Economia

Governo quer dobrar transporte de carga por ferrovias, diz ministro

Tarcísio ainda afirmou que já estão sendo buscadas soluções para contornar a falta de recursos e colocar os projetos fora do papel

Agência Brasil
postado em 08/08/2019 15:23
Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse hoje (8/8), em São Paulo, que o governo pretende praticamente dobrar o percentual de cargas transportadas por trens nos próximos oito anos. ;Com o que nós planejamos, a gente tira a participação do modo de transporte ferroviário de 15% para 29% em oito anos;, afirmou durante palestra.

[SAIBAMAIS] Ele disse que estão sendo buscadas soluções criativas para contornar a falta de recursos e tirar os projetos do papel. ;Nós vamos fazer ativos sem depender de orçamento;, destacou.
Como exemplo, Freitas disse que parte da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, que deverá escoar a produção de grãos da região, deverá ser construída pela mineradora Vale como contrapartida pela renovação do contrato de concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas. ;Aquela outorga que você ia pagar para o Tesouro, você vai construir uma ferrovia, vai me entregar o ativo pronto;, enfatizou Freitas sobre o acordo.

Relicitação

O ministro comentou ainda que vão ser preparados os modelos de acordo para encerrar os contratos das concessionárias de estradas e aeroportos que enfrentam dificuldades financeiras.

;A gente tem que fechar com o mercado a metodologia para indenizar os investimentos não amortizados. A gente quer estabelecer acordos, e acordo tem que ser bom para todo mundo. Eu tenho que criar os incentivos para aquele concessionário aderir ao acordo;, disse o ministro a respeito da estratégia para romper os contratos antes do fim do prazo de vigência.

Entre as concessionárias que já demonstraram interesse em devolver os ativos está a administradora do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e da BR 040, que passa por Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais.

Segundo o ministro, as empresas apresentaram problemas tanto pelo modelo de licitação, como pelo envolvimento de alguns empreendedores em casos de corrupção descobertos pela Operação Lava Jato.

;Nós temos um problemaço para resolver que são aquelas concessões que deram errado. Deram errado por problema de modelagem. Em algum momento, a ideologia substitui a aritmética. Quando isso acontece, as coisas não dão certo;, ressaltou.

A ideia é fazer aditivos nos contratos para manter as rodovias e aeroportos em bom estado e funcionando até que seja possível passar os ativos para outros empreendedores. ;Manter esses ativos operando para que a gente consiga estruturar novas concessões, em novos parâmetros;, finalizou.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação