Economia

Ibovespa cai aos 98 mil pontos com crise na Argentina e cautela externa

Agência Estado
postado em 20/08/2019 11:18
O Ibovespa opera em queda já na marca dos 98 mil pontos, após abertura dos mercados acionários em Nova York, que retraem-se demonstrando cautela com o contexto da economia global. Ao mesmo tempo, o índice da Bolsa doméstica sofre reflexo da crise que se instalou na vizinha Argentina. "O mercado dá continuidade ao contexto de temores sobre a economia mundial, mas, os emergentes estão sofrendo mais. A contaminação da Argentina imprime uma aversão ao risco por aqui", diz um economista de uma corretora. A crise política na Argentina tem assolado os ativos financeiros do país e segue como um limitador ao desempenho da bolsa brasileira. Ontem, apesar das fortes altas registradas nas bolsas globais, o Ibovespa sofreu ainda com a proximidade de seu vizinho emergente. Pela manhã, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, deu posse ao novo ministro da Fazenda, Hernán Lacunza, pedindo que o economista construa "todos os canais e pontes de diálogo possíveis, com pessoas e setores", para reduzir as incertezas geradas pelo atual processo eleitoral. Ao mesmo tempo, o presidente do Banco Central do país, Guido Sandleris, afirmou que seguirá intervindo no mercado cambial. Um pouco mais cedo, Sandleris disse que a instituição continuará intervindo no mercado de câmbio por meio de leilões de dólares, que ultrapassaram US$ 500 milhões na semana passada, para defender a cotação do peso argentino. Segundo ele, o BC argentino vai manter sua política monetária restritiva e fará o possível para conter a volatilidade dos mercados e garantir a estabilidade financeira do país. Em Nova York, as bolsas abriram em baixa com a continuidade de incertezas de investidores sobre recessão global, muito embora, existam sinalizações firmes de que haverão estímulos tanto por parte do governo chinês quanto alemão e norte-americano. Ainda assim, investidores internacionais expressam cautela, pois estão preocupados que o mundo ingresse numa recessão, provocada especialmente pelo contencioso comercial entre Washington e Pequim.

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