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Correio Braziliense

Tendência da gigante: Apple lança cartão de crédito com milhas em dinheiro

Usuários dos Estados Unidos começaram nesta terça-feira (20/8) a utilizar o Apple Card. O próximo mercado será a Europa, antes de chegar ao Brasil. Todo o processo funciona dentro do ambiente digital


postado em 21/08/2019 06:00

(foto: AFP / Alastair Pike)
(foto: AFP / Alastair Pike)
São Paulo — Nem só de iPhone, iPad e iWatch vive a Apple. Começam a circular nesta semana os primeiros cartões de crédito da gigante americana. A empresa fez um pré-lançamento no início deste mês, mas os consumidores americanos só tiveram a liberação de uso Apple Card nos últimos dias.
A novidade, que é a grande aposta do presidente Tim Cook, para os próximos anos, pode ser encontrada no aplicativo Wallet, no iOS. Tudo funciona dentro do ambiente digital. O aplicativo é responsável desde o início do processo de aprovação do cartão. Assim, é feita uma análise de crédito pelo banco americano Goldman Sachs, que leva poucos minutos, e o cartão já pode ser utilizado.

Um cartão físico, para quem fizer questão, pode ser enviado para o endereço residencial. “Estamos entusiasmados com o interesse esmagador na Apple Card e sua recepção positiva”, disse Jennifer Bailey, vice-presidente da Apple Pay. “Os clientes nos disseram que adoram a simplicidade do cartão da Apple e como ele oferece uma visão melhor de seus gastos.”

O Apple Card começou a ser distribuído apenas a alguns clientes selecionados nos Estados Unidos e agora está disponível para todos os usuários de iPhone no país. Não há previsão para chegada ao Brasil. A novidade funciona como um cartão virtual, via NFC. O cartão de crédito não cobra anuidade nem taxas, apenas juros do rotativo, e oferece cashback de até 3% para pagamentos via Apple Pay, incluindo corridas do Uber e entregas do Uber Eats. Para solicitar o Apple Card, usuários nos EUA devem abrir o aplicativo Wallet em um iPhone 6 ou posterior rodando iOS 12.4 e tocar no botão +.

Um dos destaques do Apple Card fica para o programa de cashback, chamado Daily Cash. O cliente recebe 3% de volta em todas as compras feitas diretamente com a Apple, incluindo na Apple Store (física ou virtual), App Store (incluindo in-app), iTunes Store e em serviços como o Apple Music. Além disso, a partir de desta quarta-feira (21/8), os clientes receberão 3% de volta ao usar o cartão no Uber ou Uber Eats. “O Apple Card continuará a adicionar mais lojas e aplicativos populares nos próximos meses”, comunicou a empresa. Ao fazer outros pagamentos via Apple Pay, o cashback é de 2%; e, ao usar o cartão físico, o Daily Cash é de 1%.

Sem anuidade

De acordo com o CEO do Goldman Sachs Internacional, Richard Gnodde, o próximo grande mercado a ganhar o Apple Card será a Europa. Primeiramente, com a Alemanha e o Reino Unido entre os primeiros países a serem contemplados, por serem menos burocráticos, segundo ele.

O Apple Card não cobra anuidade nem tarifa, semelhante ao que faz o Nubank. Há apenas os juros do rotativo para quem faz pagamentos em atraso. As taxas variam de 12,99% a 23,99% ao ano, dependendo do perfil do cliente. Além disso, a Apple promete maior privacidade: ela não tem acesso aos dados das transações, por isso não sabe onde o cliente comprou, o que ele adquiriu nem quanto pagou. Por sua vez, o Goldman Sachs “nunca compartilhará ou venderá dados a terceiros para marketing e publicidade”.

Com esse cartão de crédito, a Apple ganha de duas formas: ela recebe uma porcentagem de toda transação feita por meio do Apple Pay e “força” o cliente a ter um iPhone ou iPad. O contrato prevê que o usuário deverá manter um dispositivo com iOS ou iPadOS para usar o Apple Card, ou ele pode ser cancelado.

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