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Correio Braziliense

Prévia da inflação de agosto desacelera em 0,08%

No acumulado do ano, o IPCA-15 tem alta de 2,51% e no acumulado de 12 meses a variação é 3,22%, um pouco abaixo dos 3,27% do acumulado nos 12 meses fechados em julho


postado em 22/08/2019 09:51 / atualizado em 22/08/2019 18:44

Em agosto do ano passado a taxa foi 0,13%(foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Em agosto do ano passado a taxa foi 0,13% (foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de agosto ficou abaixo das previsões do mercado, dando sinais de que a inflação oficial está comportada devido à fraca atividade econômica. É a menor variação para o mês em nove anos.  Com isso, analistas devem continuar reduzindo suas projeções para o indicador oficial do custo de vida, abrindo espaço para novos cortes na Selic (taxa básica da economia), atualmente, em 6% anuais, o menor patamar da história.

A prévia do IPCA registrou alta de 0,08% em agosto, ficando próximo à taxa de 0,09% registrada em julho, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (22/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa do mercado era de alta de 0,16% para o indicador, mas foi registrado o menor índice para um mês de agosto desde 2010 (-0,05%), de acordo com o instituto. 

“O IPCA-15 veio abaixo das estimativas e sugere que a Selic deve continuar em queda. A surpresa se dá pela deflação do grupo alimentação mais uma vez. Revisamos de 3,9% para 3,6% o IPCA  3,9% na esteira do choque benigno de alimentos”, destacou o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, quatro apresentaram deflação de julho para agosto. Transportes teve retração de 0,78% na base de comparação e colaborou negativamente para o custo de vida. Em junho, o indicador desse grupo havia recuado 0,44%. Alimentação e bebidas também registraram deflação, com queda de 0,17%.  A taxa de inflação para Saúde e Cuidados pessoais caiu 0,32%.  

“Assim como em julho, a deflação em transportes foi protagonizada pelo item combustíveis, que registrou o terceiro mês consecutivo no negativo, desta vez com queda de 1,70%. Tal queda era esperada, uma vez que a Petrobras anunciou novos cortes nos preços da gasolina e do diesel no dia 18 de julho. Em agosto, contudo, o item passagens aéreas também contribuiu para a deflação, com queda de 15,57% nos preços em relação a julho”, ressalta o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima. 

Já no lado das altas, o IBGE destacou a habitação, que apresentou a maior variação (1,42%) e o maior impacto (0,23 ponto percentual). No acumulado em 12 meses encerrado na primeira quinzena deste mês passado, o IPCA-15 subiu 3,22%, abaixo da alta de 3,27% registrada no mesmo período do ano passado. No ano, a inflação avançou 2,51%. A mediana da pesquisa de mercado do boletim Focus, do Banco Central, para a variação do IPCA deste ano está em 3,71%, dado que vem sendo reduzido há duas semanas seguidas. 

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