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Correio Braziliense

Produção da indústria sobe 9,6 pontos, acima da média histórica

O indicador está 5 pontos acima da média histórica e é o maior desde outubro do ano passado


postado em 22/08/2019 10:37 / atualizado em 22/08/2019 19:01

Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos(foto: Arquivo/Agência Brasil)
Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos (foto: Arquivo/Agência Brasil)
O índice de produção da indústria brasileira alcançou 53 pontos em julho e acumula conquistas: possui 9,6 pontos a mais que o índice de junho, é o maior desde outubro do ano passado e está 5 pontos acima da média histórica. Ainda assim, o emprego no setor industrial continua abaixo da linha de aumento, registrando em julho 48,4 pontos no índice de evolução do número de empregados. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos, logo, quando ultrapassam 50 pontos indicam aumento da produção e do emprego. Os dados são da Sondagem Industrial, pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quinta-feira (22/08). “O setor continua empregando pouco porque falta uma sequência no aumento da produção. O empresário precisa perceber um aumento contínuo da demanda para poder empregar”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo. 

O aumento da produção foi acompanhado do crescimento da utilização da capacidade instalada, que subiu 2 pontos percentuais em relação a junho e marcou 68% em julho. No entanto, a indústria continua acumulando estoques, com o índice em 52,8 pontos, maior do que quando ocorreu a paralisação dos transportes, em maio de 2018. 

Segundo a pesquisa, o registro de 54,1 pontos em agosto no índice de intenção de investimentos mostra que a melhora do cenário impulsiona os empresários em relação a investimentos nos próximos seis meses. O número aumentou 1,7 ponto na comparação com julho e é 4,9 superior à média histórica. As grandes empresas são as que estão mais propensas a investir, com indicador de intenção de 61,1 pontos, superior à média brasileira. O aumento explica-se nas condições de seus negócios, com aumento da produção e da utilização da capacidade instalada. A Sondagem foi feita com quase 2 mil empresas: 776 pequenas, 704 médias e 477 de grande porte. 

Quanto à expectativa dos empresários em investir, os indicadores medem que a intenção continua acima dos 50 pontos, baseado no possível crescimento da demanda, das compras de matérias-primas, do emprego e das exportações nos próximos seis meses. Para Cláudio Considera, pesquisador associado do FGV - Instituto Brasileiro de Economia, o momento ideal para os investimentos é quando ocorrer o aumento exponencial da demanda. “A crença de que haverá demanda maior no futuro está relacionada com a liberação das contas do FGTS, o que significa que as pessoas voltariam a consumir produtos duráveis”, destaca Considera.

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