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Correio Braziliense

Brasil gera 43,8 mil empregos formais em julho

Em julho, foi registrada a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada, crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho


postado em 23/08/2019 11:34 / atualizado em 23/08/2019 12:16

O indicador mede a diferença entre contratações e demissões(foto: Marcello Casal/Agência Brasil)
O indicador mede a diferença entre contratações e demissões (foto: Marcello Casal/Agência Brasil)
O emprego com carteira assinada em julho, no Brasil, teve uma leve alta de 0,11%, com saldo de 43.820 vagas, em relação ao mês anterior. O aumento é resultado de 1.331.189 admissões e de 1.287.369 desligamentos. Embora esse seja o quarto mês consecutivo de aumento, o número ainda é menor que o registrado em julho de 2018, quando a quantidade de oportunidades para os trabalhadores chegou a 47.319, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. No acumulado do ano, houve abertura de 461.411 postos de trabalho com carteira assinada

Nos sete primeiros meses do ano, foram abertas 461.411 vagas formais, incremento de 1,20%, em relação a 2018 (448.263). O Caged aponta, ainda, que, nos últimos 12 meses, as estatísticas de emprego formal apontaram também saldo 521.542 vagas, com variação positiva de 1,36%, no confronto com 2018 (286.121 vagas). “Consideramos que o mercado de trabalho tem apresentado sinais de recuperação gradual, em consonância com o desempenho da economia. O governo vem adotando medidas de impacto estrutural e esperamos reflexos positivos no mercado de trabalho, na medida do aprofundamento das reformas”, disse Dalcolmo.
 

Setores

 

Dos oito setores econômicos, sete contrataram mais do que demitiram em julho: construção civil, serviços, indústria de transformação, comércio, agropecuária, extrativa mineral e serviços industriais de utilidade pública. Apenas administração pública registrou perda de postos. Principal destaque do mês, a construção civil abriu 18.721 novos postos de trabalho, reflexo de investimentos recentes nos subsetores de construção de rodovias e ferrovias, principalmente em Minas Gerais e Pará; construção de edifícios, em São Paulo e Pará; e obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações, em Minas Gerais e Bahia. O setor de serviços fechou o mês com saldo de 8.948 postos de trabalho. A indústria de transformaçãoe teve acréscimo de 5.391 vagas formais.

Por regiões, o Caged apontou crescimento no mercado formal de trabalho em todas elas. O maior saldo foi no Sudeste, com 23.851 vagas de emprego com carteira assinada, alta de 0,12%; seguida do Centro-Oeste (9.940 postos, 0,30%); Norte (7.091 postos, 0,39%); Nordeste (2.582 postos, 0,04%) e Sul (356 postos, 0,00%). Dos 27 estados, 20 encerraram o mês de julho com saldo positivo no emprego. São Paulo foi o primeiro da lista, com criação de 20.204 vagas; Minas Gerais, (10.609) e Mato Grosso (4.169 postos). Os piores resultados foram no Espírito Santo (fechamento de 4.117 vagas), Rio Grande do Sul (-3.648 postos) e Rio de Janeiro (-2.845 postos).

Modernização Trabalhista


Do saldo total de julho, 6.286 vagas foram resultado da chamada modernização trabalhista (14,34%). A maior parte na modalidade intermitente, com 5.546 postos, em ocupações como alimentador de linha de produção, servente de obras e faxineiro. No regime de tempo parcial, foram 740 vagas para faxineiro, auxiliar de escritório e operador de caixa. De acordo com o Caged, em julho de 2019, houve 18.984 desligamentos por acordo entre empregador e empregado, em 13.918 estabelecimentos. Um total de 45 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador.

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