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Correio Braziliense

Vendas de imóveis residenciais aumentaram no segundo trimestre deste ano

Estudo realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) demonstra aumento de 16% comparado a 2018


postado em 26/08/2019 14:36 / atualizado em 26/08/2019 14:39

Setor imobiliário começa a se recuperar após 2016 e 2018(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Setor imobiliário começa a se recuperar após 2016 e 2018 (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) divulgou nesta segunda-feira (26/8) um estudo mostrando que as vendas de imóveis residenciais novos subiram 22,9% no segundo trimestre de 2019 em relação ao anterior, e 16%, na comparação com o mesmo período de 2018.

O setor começa a se recuperar após quedas vertiginosas ocorridas entre 2016 e 2018, tanto na compra quanto na venda de imóveis prontos e na planta. O presidente da CBIC, José Carlos Rodrigues Martins, afirmou que o mercado imobiliário brasileiro está num grande momento e pode ficar muito melhor, graças ao uso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para financiamento. 

"Isso é uma evolução. O setor imobiliário cresceu além da inflação em torno de 8%. Isso é um número muito significativo numa época de tanta crise e dificuldade que o país enfrenta”, afirmou Martins.

A apresentação mostrou que houve aumento de quase 12% nas vendas, comparado ao primeiro trimestre de 2018 e um aumento de 15,4% na comparação entre os semestres. Celso Petrucci, vice-presidente da Indústria Imobiliária da CBIC, explicou que, desde 2016, o percentual de imóveis não vendidos vem caindo. 

"A oferta do imóvel final continua caindo. O número de unidades em planta e de imóveis prontos não vendidos  se caem trimestre a trimestre no país. Neste ano apresentou queda de 8,7% em relação ao mesmo trimestre de 2018 e uma queda de 3% em relação ao trimestre anterior”, afirmou Petrucci.

A região Sudeste se destaca na quantidade de lançamentos em relação às outras regiões do país. Nas regiões Norte e Nordeste são onde tem maior concentração de imóveis financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. "O programa ainda é muito significativo. Podemos dizer que 75% do mercado imobiliário de hoje corresponde ao MCMV”, disse Petrucci. 

Outro ponto relevante, destacado durante a live, foi o aumento da empregabilidade no setor da construção civil. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados recentemente, demonstram que o setor gerou 18.721 novas vagas com carteira assinada em julho. Nos primeiro semestre deste ano, o segmento registrou um saldo positivo de 77.481 novas vagas. Em julho, o número de trabalhadores formais era de 2,053 milhões.

“Minas Gerais e São Paulo puxaram as contratações. Isso é fruto de um novo mercado que temos pela frente. Temos que nos preparar para um novo momento no qual temos certeza que podemos ajudar o país a ser uma economia muito mais próspera, uma sociedade mais justa daqui para frente”, afirmou Martins.

Petrucci ainda completou: "Nós somos o segmento que pode responder mais rapidamente à necessidade de investimentos e empregabilidade no país". 

Confiança 

Uma explicação para esse fenômeno é o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Medido em agosto desse ano, o ICI demonstrou que a confiança melhorou em 12 dos 19 segmentos industriais. O Índice de Situação Atual (ISA) cresceu 1,2 ponto, para 95,6 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) subiu 0,4 ponto, para 95,7 pontos. Ambos se mantêm abaixo do nível neutro de 100 pontos, recuando pelo quinto mês consecutivo.

Preocupação nas faixas de renda

Os financiamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, nas faixas de renda 1,5 e 2 serão disponibilizados até o final deste ano ou até quando acabar o orçamento de R$ 20 milhões, informado pelo presidente da CBIC. Quanto à faixa 1, o presidente afirmou ser a mais preocupante, pois existe atualmente um rombo de R$ 510 milhões e a necessidade de outros R$ 3,2 bilhões para o fechamento deste ano. “É um valor significativo e, nas dificuldades que o Brasil está hoje, é muito difícil conseguir. Mas estamos debatendo com o governo da melhor forma para poder resolver isso”, afirmou Martins.
 
* Estagiária sob a supervisão de Vinicius Nader

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