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Correio Braziliense

Projeções do governo para crescimento econômico sobem de 0,81% para 0,85%

A estimativa para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, passou de 3,8% para 3,6%, em 2019


postado em 10/09/2019 10:05 / atualizado em 10/09/2019 11:06

A previsão para 2019 está abaixo do centro da meta de inflação(foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
A previsão para 2019 está abaixo do centro da meta de inflação (foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
As projeções da equipe econômica do governo federal para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 aumentou ligeiramente de 0,81%, em julho, para 0,85%, em setembro. Já a previsão para o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do ano, foi reduzida de 3,8% para 3,6%. Os dados são do Boletim Macro Fiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) de setembro, divulgados na manhã desta terça-feira (10/9). 

O Secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, acredita que o mês de setembro marca o início de um novo período para a economia brasileira. “Em agosto encerramos um ciclo econômico extremamente difícil. A partir de setembro poderemos observar os indicadores econômicos registrarem com mais consistência a recuperação econômica”, avaliou.

Segundo o secretário, em setembro os indicadores econômicos deverão reagir ao corte de juros, a elevação de confiança e a liberação do saque imediato do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). 

Sachsida classificou como “um importante, um urgente e outro de conjuntura” os três principais desafios econômicos que o Brasil ainda enfrenta. O importante para ele, é a recuperação da produtividade econômica. “Não haverá crescimento sustentável de longo prazo se não recuperarmos a produtividade”, disse. 

Para ele, a recuperação lenta do país é resultado de anos de políticas equivocadas. O secretário destacou que de 1990 a 2009 o país registrou crescimento de -0,7% ao ano na produtividade econômica. Já de 2010 a 2017, a produtividade teve crescimento de -2,11% ao ano, segundo o Boletim Macro Fiscal. “Essa é uma herança maldita que esse governo recebeu, decorrente de políticas erradas adotadas de 2006 a 2016”, afirmou. 

Enquanto o desafio urgente é o cenário fiscal, o desafio de conjuntura é o cenário internacional. “A Nova Previdência foi fundamental para resolver a questão fiscal, mas agora precisamos manter uma agenda ampla nesse sentido”. 

Já em relação ao resto do mundo, Sachsida ressaltou que a desaceleração internacional generalizada é preocupante. De acordo com os números do Boletim divulgado hoje, a expectativa é que a economia mundial cresça menos 0,4 ponto percentual que em 2018.

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