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Correio Braziliense

Geração conectada chega aos aeroportos

Novos passageiros exigem que facilidades criadas pela tecnologia estejam presentes no momento da viagem


postado em 10/09/2019 14:42

(foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
(foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Nova York - O avanço da tecnologia altera o modo de vida das pessoas em diversos segmentos da sociedade. As rotinas mudam tanto no ambiente pessoal como profissional. A geração conectada, que já nasceu após a popularização da internet, assim como aqueles que convivem com ela desde a infância, criam novas demandas para serviços públicos e privados. Ficar horas na fila do banco ou do check in do aeroporto representam uma realidade cada vez mais ultrapassada para quem vive em meio às inovações tecnológicas. A tendência é que os usuários de diversos serviços fiquem mais inteligentes nos próximos antes, deixando de buscar serviços que não se adaptem a nova realidade.

Um relatório da Sita, empresa especializada no desenvolvimentos de soluções de TI para aeroportos, aponta que até 2025, 68% dos passageiros terão nascido na era pós-internet, e pretendem utilizar os serviços aéreos por meio do celular, que já estão adotado em suas rotinas diárias. O mesmo levantamento revela que os profissionais da área de tecnologia que atuam no setor de aviação apontam que o uso da tecnologia será o fator mais importante para resolver problemas comuns dos aeroportos, como despacho e localização de bagagens, identificação dos passageiros, inclusive em voos internacionais e retirada de bilhetes de embarque. 

A CEO da Sita, Barbara Dalibard, destaca que já existe uma grande preocupação na implementação da tecnologia nos aeroportos. “De fato, 83% dos líderes de TI de aeroportos e companhias aéreas acreditam que esse fator será a influência mais importante na estratégia de soluções de passageiros até 2025. As pessoas querem que toda a comodidade que elas têm como o uso de celulares inteligentes sejam aplicadas em outros meios, e em todas as atividades de suas vidas, o que inclui o momento da viagem", disse. 

O desafio é criar uma rede global, com serviços padronizados, onde a biometria, por exemplo, poderá ser usada no mundo todo para identificar passageiros e reduzir o tempo em filas. Atualmente, a Sita aposta na tecnologia do reconhecimento facial para facilitar a vida dos passageiros. A empresa desenvolveu, por exemplo, um balcão de check in onde o próprio passageiro coloca o passaporte em um campo de registro biométrico. Os dados são coletados e a imagem do rosto do usuário também. 

As informações são comparadas com a base de um banco de dados. No mesmo terminal, o passageiro pode despachar a bagagem, em menos de um minuto. A etiqueta é anexada na mala, com as informações do passageiros, sem a necessidade de intervenção de um funcionário humano. Até 2035, de acordo com dados da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata), o tráfego celeste deve ser bem mais intenso. No céu de Paris, por exemplo, a expectativa é de que 16 mil drones estejam circulando até lá. Os veículos urbanos aéreos devem chegar a 2.500 e 156 aviões comerciais. 
 
* O repórter viajou a convite da Sita 

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