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Correio Braziliense

Prevenção deve ser prioridade dos planos de saúde para reduzir custos

Correio promove seminário Saúde Suplementar, Consumo e Sustentabilidade na próxima quarta-feira (25/9) parta discutir a questão


postado em 18/09/2019 06:00

Vera Valente, da FenaSaúde: tecnologias podem servir para baratear preços(foto: FenaSaúde/Divulgação )
Vera Valente, da FenaSaúde: tecnologias podem servir para baratear preços (foto: FenaSaúde/Divulgação )
Apesar de registrar a maior queda desde 2012, o setor de saúde suplementar é uma das prioridades da população brasileira. Somente a casa própria e a educação ficam na frente da procura por um bom plano de saúde, mas a falta de informação dificulta a escolha de um bom serviço. Para discutir o tema, o Correio convidou especialistas do setor para o seminário Saúde Suplementar, Consumo e Sustentabilidade, que ocorre na próxima quarta-feira (25/9) das 9h às 14h, no auditório do jornal.


A chefe de gabinete da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Lenise Barcellos de Mello Secchin, é uma das participantes do debate. A especialista em Políticas Públicas aponta o diálogo entre os atores do setor e a transparência como duas soluções para uma melhora dos serviços. “Sem informação de qualidade, o consumidor não pode fazer uma boa escolha”, afirma.

Lenise participará do primeiro painel sobre os planos de saúde. “Esse setor lida com um bem que não se mensura valor, que é a saúde e a vida. Então, é preciso desenvolver políticas regulatórias que atendam as necessidades de todos”, diz.

Apesar de a diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente, admitir que o acesso dos brasileiros à saúde está dificultado, ela acredita que há como resolver o problema. “A solução passa por dar maior liberdade de opções e, consequentemente, de escolhas para as pessoas contratarem seus planos de saúde. Inclui dar maior atenção à prevenção de doenças, em vez de simplesmente tratá-las”, defende.

A FenaSaúde representa 15 grupos de operadoras de planos privados de assistência à saúde, que atendem cerca de 26 milhões de beneficiários, ou seja, 36% do mercado de saúde suplementar do país. A diretora da federação defende que os sistemas de saúde precisam de uma redução de desperdícios. Para isso, ela diz que é preciso fazer uma avaliação minuciosa das tecnologias que podem ser incorporadas e buscar novos modelos de remuneração de prestadores de serviços. “É preciso tornar os preços mais acessíveis para mais pessoas, num modelo bom para todos. Esse é um desafio que todo o mundo está enfrentando e que nós, brasileiros, também precisaremos vencer”, analisa.

As inscrições para participar do seminário, realizado em parceria com FenaSaúde, o laboratório Sabin e o Hospital de Brasília, são gratuitas e podem ser feitas no site  https://www.correiobraziliense.com.br/correiodebate/saudesuplementar/#inscricoes, onde está a programação completa.

Além de Vera e Lenise, participarão do evento: o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Erno Harzheim; o secretário nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Luciano Benetti Timm; e o gerente executivo de Saúde e Segurança na Confederação Nacional da Indústria (CNI), Emmanuel Lacerda.

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira 

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