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Correio Braziliense

IBGE: famílias gastam mais com alimentação, transporte e habitação

Pesquisa do IBGE revela que famílias brasileiras gastam, em média, R$ 4,6 mil por mês. Segundo o Instituto, menos de 5% desses gastos são com investimentos e pagamentos de dívidas


postado em 04/10/2019 14:04 / atualizado em 04/10/2019 14:08

(foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
(foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Enquanto gastos com alimentação, habitação e transporte correspondem a 72,2% da despesa de consumo mensal das famílias brasileiras, apenas 3,2% das despesas são destinadas ao pagamento de dívidas, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta sexta-feira (4/10). No entanto, em uma década os brasileiros passaram a gastar mais com impostos e dívidas, já que, segundo a POF de 2009, esses gastos representavam 2,1% das despesas totais na época. 

 

O valor médio de gastos das famílias brasileiras chegou a R$ 4,6 mil por mês, de acordo com a pesquisa. Dentro desses gastos, as despesas com alimentação, habitação e transporte representam 81% do total. Já 11,7% representam gastos com outras despesas correntes, como contribuições trabalhistas e serviços bancários, entre outras. Entretanto, os gastos com investimentos e pagamento de dívidas dos brasileiros correspondem a menos de 10% do valores totais.

 

Na pesquisa divulgada hoje, o IBGE ainda mostrou que famílias com rendimento de até dois salários mínimos comprometem uma parte maior de seu orçamento em despesas com alimentação e habitação do que aquelas com rendimentos superiores a 25 salários mínimos. Segundo os dados, famílias com menor rendimento destinam 61,2% da renda mensal a despesas, sendo 22,0% à alimentação e 39,2% à habitação. Já as famílias com rendimentos mais altos, utilizam 30,2% do orçamento com estes gastos, sendo 7,6% com alimentação e 22,6% com habitação.

 

A POF ainda evidenciou que, enquanto os gastos com o grupo alimentação tiveram queda de 2,3 pontos percentuais entre as duas últimas edições da POF, passando de 19,8% para 17,5%, os grupos de habitação, educação e assistência à saúde tiveram aumentos em relação a 2008-2009.

 

Zonas rurais

 

A mesma pesquisa também mostra que as famílias das áreas rurais ganham 52% mais que as urbanas. O maior valor recebido por essa categoria foi na região Centro-Oeste, que corresponde a R$ 6.772,86, e na região Sudeste, com R$ 6.391,29. De acordo com a pesquisa, o valor corresponde a variação patrimonial, como por exemplo saques de poupança e vendas de imóveis. 

 

No entanto, no meio rural, as despesas com consumo são 4,2% a mais que no urbano e 5,3% maior com outras despesas. Segundo o IBGE, este fenômeno acontece devido a diferença de impostos, serviços bancários e encargos trabalhistas que são mais comuns nas áreas urbanas. As famílias que moram no meio rural gastam 23,8% da renda com alimentação e 20% com transporte. Já as famílias em meio urbano gastam valores menores, sendo 16,9% com alimentação e 17,9% com transporte. As despesas relacionadas a educação equivalem a 4,9% do orçamento urbano e 2,3% de famílias com residência rural.

 

O valor médio da despesa com alimentação fora do domicílio na área urbana foi 87,1% maior que o da área rural. Enquanto a área urbana destina 33,9% no total das despesas, a rural remete 24,0%. Já para a alimentação no domicílio, o valor médio da despesa das famílias em áreas urbanas foi 15% maior do que em áreas rurais.

 

*Estagiárias sob supervisão de Renato Souza

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