Economia

Natal deve gerar 91 mil vagas temporárias e movimentar R$ 35 bi no comércio

Além do aumento no número de vagas temporárias abertas, que no país devem chegar a 91 mil, comércio varejista projeta movimento de R$ 35,9 bilhões no período. No DF, é esperado um incremento de R$ 100 milhões em relação à data em 2018

Gabriel Pinheiro*
postado em 15/10/2019 06:00
Rômulo Teixeira trabalha em um atacado de produtos natalinos e garante que a loja já está cheiaA palavra de ordem no comércio é otimismo. Passado o Dia das Crianças, toda atenção se volta para o Natal, principal data para o setor. No Distrito Federal, as projeções são de crescimento de vendas de 4% em relação a 2018, com movimento de R$ 600 milhões ; R$ 100 milhões a mais do que no mesmo período do ano passado. No país, a expectativa é de que haja um giro de R$ 35,9 bilhões no setor.

Confiante do impacto positivo da liberação de até R$ 500 do FGTS para todos os trabalhadores com contas ativas e inativas, e apostando na força do 13; salário para o consumo, comerciantes estão estocados para a festa. E se preparam para a maior contratação de temporários desde 2013, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A entidade prevê a abertura de 91 mil vagas para atender o aumento sazonal das vendas, um avanço de 4% ante os 87,5 mil postos de trabalho temporários criados no mesmo período do ano passado. A expectativa é de que a taxa de efetivação desses empregados alcance 26,1%. No DF, a projeção é de abertura de 2,1 mil vagas. Desde 3 de outubro, os interessados em trabalhar no período podem se inscrever no site do Sindivarejista. A maioria dos postos é de balconista, atendente, motorista e caixa.

O ramo de vestuário deve liderar a geração de vagas temporárias este ano, com 62,5 mil empregos, seguido por hipermercados e supermercados, com 12,8 mil postos. As regiões com maior geração de vagas serão São Paulo (22,6 mil), Minas Gerais (10 mil), Rio de Janeiro (9,4 mil) e Rio Grande do Sul (7,6 mil). O salário médio de admissão dos temporários deve ficar em R$ 1.263, 4,2% maior, em termos nominais, do que no mesmo período do ano passado.

Melhora

Segundo o presidente do Sindivarejista, Edson de Castro, no último Natal, o pagamento do 13; injetou na economia da capital, R$ 7,6 bilhões, total que, agora, pode atingir R$ 7,8 bilhões, em condições muito mais favoráveis. ;A turbulência política causada pelas eleições acabou e o consumidor está mais otimista. A inflação e os juros diminuíram e mercado financeiro projeta que o ano fechará com a inflação em 3,43%. Isso é excelente;, afirmou.

O movimento no atacado de produtos natalinos está grande. O vendedor e repositor de uma dessas lojas Rômulo Teixeira, 30 anos, disse que os preparativos para o Natal começaram em setembro e o movimento de compradores está grande para esta época do ano. ;Alguns lojistas vêm comprar aqui para revender, esperamos um faturamento alto e favorável e, pelo visto, vai dar certo, pois estamos sempre bem cheios;, afirmou.

De acordo com o Sindivarejista, o gasto médio com presente de Natal deve subir de R$ 230 para R$ 250, e os segmentos de confecção, calçados, brinquedos, perfumes, objetos para o lar e eletrônicos serão os produtos mais vendidos.

Nos supermercados, também já é possível sentir a proximidade da data, com a presença de panetones nas prateleiras. A expectativa da Associação Brasileira da Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) é que a venda do produto cresça 5% em faturamento em comparação a 2018, chegando a movimentar R$ 735 milhões no período sazonal (novembro a janeiro).

* Estagiários sob supervisão de Rozane Oliveira

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