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Correio Braziliense

Rendimento médio mensal de brasileiros dos mais ricos cresceu 8,4% em 2018

Média salarial dos 1% mais ricos do país, de R$ 27,7 mil cresceu 8,4% em 2018 enquanto os 30% mais pobres registraram queda no rendimento, segundo dados do IBGE


postado em 16/10/2019 10:33 / atualizado em 16/10/2019 15:55

Informação está na Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE (foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Informação está na Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE (foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
A economia brasileira está andando de lado, mas a concentração de renda está aumentando, conforme dados divulgados, nesta quarta-feira (16/10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre 2017 e 2018, os 30% da população com menores rendimentos registraram queda no poder aquisitivo de acordo com o órgão. Contudo, as classes de rendimentos mais elevados e que respondem por apenas 1% da população registram aumento de 8,4% na renda média. 

O rendimento médio mensal real desse 1% da população mais rica era de R$ 27.744, o que corresponde a 33,8 vezes o rendimento dos 50% da população com os menores rendimentos (R$ 820). 

Esses números fazem parte do módulo Rendimento de Todas as Fontes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A pesquisa revelou que a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita cresceu 4,8%, passando de R$ 264,9 bilhões, em 2017, cresceu para R$ 277,7 bilhões, em 2018.  Contudo, a desigualdade aumentou.

De acordo com o órgão baseado no Rio de Janeiro, o Índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita voltou a subir em 2018. icou em 0,545 em 2018. Esse indicador é mundial e varia entre zero e um. Quanto maior ele for, maior é a desigualdade social em um país.

“Entre 2012 e 2015 houve uma tendência de redução (de 0,540 para 0,524), que foi revertida a partir de 2016, quando o índice aumentou para 0,537, chegando a 0,545 em 2018”, informou o IBGE. Conforme os dados do órgão, quando calculado para o rendimento médio mensal recebido de todos os trabalhos, o Índice Gini foi de 0,509, em 2018. Esse indicador tinha caído entre 2012 (0,508) e 2015 (0,494). 

As Regiões Sul (0,448) e Centro-Oeste (0,486) apresentaram os menores índices e, no Nordeste, ele alcançou 0,520. De 2017 para 2018, no Norte, Sudeste e Sul esse indicador subiu, enquanto no Nordeste e Centro-Oeste houve retração. De 2015 a 2018, a trajetória ascendente do indicador foi mais acentuada no Norte (de 0,490 para 0,517) e no Sudeste (de 0,483 para 0,508).

O IBGE informou ainda que os 10% da população com os menores rendimentos detinham 0,8% da massa de rendimento, enquanto que os 10% com os maiores rendimentos concentravam 43,1%.

“O rendimento médio real de todas as fontes teve crescimento de cerca de 5,1% de 2012 (R$ 2.072) a 2014 (R$ 2.177), depois caiu 3,1%, em 2015, (R$ 2.110). Em 2016 e 2017, manteve relativa estabilidade e, em 2018, subiu 2,8%, para R$ 2.166”, detalhou o IBGE. Segundo o órgão, o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos (calculado para as pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência), que era de R$ 2.133 em 2012, chegou a R$ 2.279 em 2014 , caindo 4,1% em 2015 e mantendo-se quase estável nos dois anos seguintes, para depois chegar a R$ 2.234 em 2018. Em relação a 2012, o indicador de 2018 representou crescimento real de 4,7%.

A massa de rendimento mensal real de todos os trabalhos da população ocupada era em 2018, de aproximadamente R$ 201,3 bilhões, 9,5% acima do valor registrado em 2012, informou o IBGE.

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