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Correio Braziliense

Foco no exterior: Ibovespa atinge maior patamar da história; dólar tem alta

O principal índice da B3 teve alta de 1,23%, fechando em 106.022 pontos. O recorde antigo era de 105.817 pontos, alcançado em 10 de julho


postado em 21/10/2019 18:15 / atualizado em 21/10/2019 20:02

(foto: Nelson Almeida/AFP)
(foto: Nelson Almeida/AFP)
Em meio à guerra comercial entre China e Estados Unidos, a cotação do dólar fechou a R$ 4,13, com alta de 0,27%, nesta segunda feira (21/10). O conflito parece estar se abrandando após declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que espera assinar o acordo comercial com a China no Chile entre 16 e 17 de novembro.

O Ibovespa fechou no seu maior patamar da história. O índice teve alta de 1,23% com 106.022 pontos. O recorde antigo era de 105.817 pontos, que foi alcançado em 10 de julho. Analistas afirmam que reforma da Previdência foi o fator mais importante para a bolsa durante o dia.

Renan Silva, economista da BlueMetrix Ativos, diz que o mercado começou otimista por causa relatório Focus, que rebaixou o patamar da taxa Selic para 4,5% e que prevê, com ainda mais força, que poderá ficar em até 4% no ano. O relatório movimentou e motivou o mercado nesta segunda feira com expectativa de inflação em queda. 

“Estamos na véspera da votação da reforma da Previdência, esse ponto é bastante importante.  Apesar de não ter se concretizado ainda, é bem provável que estimule a entrada de capital estrangeiro. Os investidores estão esperando o martelo ser batido para que possam haver juros mais baixos e uma melhor política fiscal para o ano que vem”, diz o economista.

Silva afirma que, no ano que vem, a possibilidade de uma agenda de concessões de privatizações atrai investidores. “São oportunidades grandes para eles e deve haver uma reentrada de capital no país. Isso pode gerar uma certa compressão do dólar.”

Alex Agostini, analista de mercado da Austin Rating, diz que a reforma da Previdência está aí para testar qual o tamanho da “força do governo” no Congresso para aprovar as medidas previstas. "Hoje, o dia foi meio morno apesar da alta da bolsa e das ações. No fundo há uma ausência de fatores negativos no cenário interno por causa da reforma", diz Agostini.

Agostini ressalta que, apesar de o dólar “não ter pesado tanto nos mercados”, a guerra comercial entre Estados Unidos e China está se abrandando nos últimos tempos, uma vez que as duas economias "são dependentes entre si." "O mercado começou a entender que deve-se chegar em um consenso e que não pode haver uma mudança de forma drástica."

* Estagiário sob supervisão de Roberto Fonseca

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