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Correio Braziliense

Guedes diz não existir ponto inegociável em novo pacote econômico

Ministro destacou que as medidas encaminhadas nesta quarta-feira (5/11), podem ser trabalhadas em conjunto e terão negociação diferente da reforma previdenciária


postado em 06/11/2019 11:50 / atualizado em 06/11/2019 11:53

Ministro destacou que a equipe sabe quais são os pontos críticos e mais importantes, que precisam ter maior foco e atenção(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Ministro destacou que a equipe sabe quais são os pontos críticos e mais importantes, que precisam ter maior foco e atenção (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (6/11) que considerar como inegociável algum ponto de textos enviados ao Congresso seria uma “arrogância tola”. “O ministro da Fazenda ou da Economia que disser que tem algum ponto inegociável não está preparado para o exercício em uma democracia. O Congresso é soberano. O presidente da república é um poder constituído. O Supremo é outro poder, já o ministro não tem voto é um servidor público temporário”, disse após encontro com senadores na residência oficial do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre.  

Guedes destacou que a equipe sabe quais são os pontos críticos e mais importantes, que precisam ter maior foco e atenção. “Esses pontos são justamente o que estamos sugerindo que é: precisamos de uma cultura de responsabilidade fiscal”, ressaltou. Ontem o ministro já havia comentado sobre a necessidade do país e dos gestores terem maior responsabilidade fiscal para acabar com o “endividamento em bola de neve”, assim como já existe a responsabilidade financeira, embora ainda não haja lei de autonomia do Banco Central.   

Segundo ele, o foco do pacto não é só um e o aprofundamento das dimensões foi feito em conjunto com agentes políticos como os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, bem como com o presidente da República Jair Bolsonaro, que teriam temperado politicamente as propostas enviadas. “Fizeram um  tempero político para que calibrássemos as propostas. Isso é basicamente uma agenda de trabalho do Congresso. O Estado brasileiro está em transformação, em direção à políticas públicas descentralizadas: saúde, educação, saneamento, segurança. Por isso serão transferidos de R$ 450 (bilhões) a R$ 500 bilhões da União para os entes federativos. Estamos desenhando junto ao Congresso essa agenda”, reforçou. 

Para o ministro, as medidas encaminhadas ontem, por terem sido trabalhadas em conjunto, terão negociação diferente da reforma previdenciária. “Acho que é diferente da previdenciária, na qual realmente mandamos com economia de R$ 1,2 tri e houve cortes, mas foram compreensíveis e louváveis em uma democracia. O próprio BPC (Benefício de Prestação Continuada) merece aplausos. Foram protegidos alguns segmentos mais frágeis. Mas, prefiro uma reforma de R$ 800 bi que traga estados e municípios do que uma que não traga e economize R$ 1 tri. Dessa vez, nós nos entendemos juntos e calibramos juntos, então, não é que mandamos uma coisa que será muito modificada, muitos pontos já foram modificados (antes do envio)”, comentou. 

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