Publicidade

Correio Braziliense

Sindicalistas alertam que privatização da Eletrobras aumentará conta de luz

O coletiva alega que a privatização das distribuidoras federalizadas é uma prova de que não há diminuição da tarifa quando se trata de privatizar um setor estratégico, que apresenta características de monopólio natural


postado em 06/11/2019 18:03

(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CEN) alertou para os impactos advindos da possível privatização do Sistema Eletrobras proposta pelo governo federal. Segundo os sindicalistas, “o aumento da tarifa de energia é um impacto direto e um ataque aos brasileiros e brasileiras”.

 

Em material distribuído nesta quarta-feira (6/11), o coletiva alega que a privatização das distribuidoras federalizadas é uma prova de que não há diminuição da tarifa quando se trata de privatizar um setor estratégico, que apresenta características de monopólio natural.

 

“Os aumentos de energia nos estados recém privatizados chegam a 25%, como é o caso da Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) privatizada em 30 de agosto de 2019. Além disso, a proposta de descotizar as usinas do Sistema Eletrobras é aumentar automaticamente a conta para o consumidor, seja este residencial, industrial, do campo ou da cidade.”

 

O envio do PL que prevê a privatização do Sistema Eletrobras, entregue pelo governo à Câmara dos Deputados, é “caminhar na contramão mundial que tem reestatizado diversos segmentos, entre eles, o da eletricidade, pois o setor privado não conseguiu acompanhar a demanda por investimentos”, argumenta o coletivo dos eletricitários.

 

Segundo a entidade, no Brasil, as grandes obras estruturantes contam com a participação das empresas do Sistema Eletrobras, que, além de garantir o conhecimento técnico, são as garantidoras dos financiamentos para a construção das obras. 

 

“Quando o governo federal utiliza informações inverídicas dos fatos, demonstra que a intenção de privatizar a maior empresa de energia da América Latina não é uma decisão de nação. Mas uma decisão ideológica, com influência direta do mercado financeiro que pretende explorar ao máximo os benefícios de adquirir uma empresa robusta, que no último ano apresentou um lucro de R$ 13,3 bilhões, e que, após um processo de reestruturação (que ainda está em implantação) possui todas as condições de realizar investimentos para subsidiar novas obras.”

 

Por fim, a nota do CNE repudia o fato de que “o compromisso assumido pelo presidente Jair Bolsonaro durante o processo eleitoral tenha sido palavras ao vento, propondo entregar uma

empresa estratégica ao crescimento do Brasil ao capital privado e estrangeiro”.

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade