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Correio Braziliense

G7 pode ser ultrapassado por E7 em 2019, diz Marcos Troyjo

O secretário especial de Comércio Exterior enumerou as possibilidades de negócios com cada um dos países membros do grupo das sete maiores nações emergentes, ressaltando a importância do grupo para a economia global


postado em 13/11/2019 15:45

(foto: Reprodução/Twitter)
(foto: Reprodução/Twitter)
Em 2019, o mundo poderá ver um eclipse, no qual o G7, grupo das sete maiores economias do mundo, poderá ser ultrapassado pelo E7, as sete maiores nações emergentes. A opinião é do secretário especial de Comércio Exterior, Marcos Troyjo, que abriu o primeiro painel do Fórum Empresarial do Brics, nesta quarta-feira (13/11), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com o tema Comércio Intra-Brics. O secretário enumerou as possibilidades de negócios com cada um dos países membros, ressaltando a importância do grupo para a economia global.

“Se alguém perguntar o que é Brics, a resposta possível seria: é um conjunto de cinco países que foram identificados por bancos de investimento como economias emergentes. Mas poderemos ver muito mais do que isso”, afirmou. Segundo Troyjo, quando foi criado o grupo, o comércio entre Brasil e China era de US$ 1 bilhão por ano. “Hoje, é de US$ 1 bilhão a cada 80 horas e isso só vai continuar a crescer”, comparou.

No entanto, Troyjo lembrou que o montante de comércio com a Índia é só de US$ 6 bilhões por ano. “Há uma desproporção brutal. O que é um desafio também. A Índia cresce a taxas maiores do que a China e aumenta o investimento em infraestrutura. Há uma oportunidade de parceria no campo das tecnologias da informação”, ressaltou.

Com a Rússia, o secretário destacou que o país tem a maior população de cientistas por cada 100 mil habitantes, enquanto o Brasil tem pouco investimento em pesquisa e inovação. “No caso da África do Sul, recentemente, o continente se converteu no continente da esperança porque é uma área de livre comércio. É o momento de o Brasil relançar sua presença na África do Sul, como uma ponte para todo o continente”, disse. “Há um gigantesco caminho a explorar em comércio entre os cinco países”, completou

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