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Correio Braziliense

Brics apostam em financiamento para investir em infraestrutura

Liberação de recursos do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês) seria usado para investimentos no setor


postado em 13/11/2019 20:30

Reunião do Brics ocorreu nesta quarta-feira, 13 de novembro(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press)
Reunião do Brics ocorreu nesta quarta-feira, 13 de novembro (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press)
Todos os cinco países do Brics, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, apostam na liberação de financiamentos do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês) para ampliar os investimentos em infraestrutura. A instituição garante que haverá aceleração dos empréstimos e estuda fazê-los nas moedas locais de cada país.

K. V. Kamath, presidente do NDB, garantiu que o banco quer acelerar os objetivos do grupo. “Faz quatro anos que iniciamos nossas operações. No início, os projetos eram montados por órgãos de governo com garantia soberana, com o tempo consideramos projetos do setor privado”, explicou. “Por conta da volatilidade das taxas de câmbio, exploramos fazer negócios em moedas locais. Isso já ocorre na China e em 40% dos financiamentos na África do Sul”, disse. 

Durante o painel Oportunidade de investimentos no Brics, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que o país ficaria muito feliz em ver investimentos no setor ferroviário. “Temos duas ferrovias com leilões previstos para o ano que vem, que podem representar um renascimento. Queremos contar com trens de passageiros. Os nossos parceiros já entraram no Brasil com energia e no setor portuário, por que não no ferroviário?”, provocou.

Freitas comemorou a evolução da conversa com o NDB. “Recebemos uma séries de boas notícias do banco e temos um programa de concessão sofisticado na estruturação de projetos. Acho que o NDB pode entrar na modalidade de garantias e provocar uma guinada, alavancando o desenvolvimento dos projetos”, afirmou.

Trofim Yakovlev, chefe adjunto de Divisão da JSC Russian Railways, empresa ferroviária da Rússia, garantiu ter interesse nos projetos brasileiros. “Somos uma empresa global. Temos iniciativas na África do Sul. Queremos construir ferrovias na Índia e temos iniciativas no Brasil. Mas tudo depende de financiamento. Com o NDB, esperamos ampliar o leque de investimentos”, afirmou.

Chen Zhong, vice-presidente da China Communications Construction Company, também comentou que o banco vai ampliar as possibilidades de investimento intra-Brics. “Projetos de infraestrutura são de longo prazo. Por isso, a chave para apostar neles é estabilidade”, destacou. 

Phakamile Mainganya, diretor da Área de Risco do banco IDC, sugeriu que o NDB empreste para bancos para que esses, por sua vez, façam financiamentos às pequenas e médias empresas. “Na África do Sul, o IDC pode agregar os pequenos projetos, temos balancete forte, podemos fazer empréstimos junto ao NBC e financiar as pequenas e médias nos nossos países. Assim seria possível acelerar os negócios”, sustentou.

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