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Correio Braziliense

Seminário do Correio debate os desafios do crescimento em 2020; participe

As inscrições são gratuitas


postado em 15/11/2019 06:00 / atualizado em 16/11/2019 12:40

(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
Desde que mergulhou na recessão, em 2014, o Brasil busca a retomada consistente do crescimento econômico, e o momento é propício para o país deslanchar. Os juros básicos estão no menor patamar da história e o Congresso, além de ter aprovado a reforma da Previdência, está empenhado em mudar a estrutura tributária que inibe investimentos produtivos e pune consumidores. Para debater o assunto, o seminário Correio Debate: Desafios para 2020 – o Brasil que nos aguarda, reunirá especialistas e autoridades no auditório do jornal, em 26 de novembro. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site.

O economista-chefe do UBS Investment Bank, Tony Volpon, explica que, antes de discutir os desafios do próximo ano, é preciso diagnosticar o motivo de o crescimento econômico ter ficado abaixo de 1% desde o fim da recessão de 2015-2016. “Houve surpresas desagradáveis, como a recessão na Argentina, a volatilidade causada pela eleição em 2018, a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Mas também houve dois fatores estruturais e domésticos”, diz.

Um deles, segundo Volpon, foram os efeitos latentes da recessão e destruição de riqueza patrimonial, com predominância dos desajustes de passivos sobre investimentos em vários setores. O segundo é a crise fiscal do país, que forçou a retirada de estímulos do Estado, como o gasto público crescente e ampliação do crédito de bancos públicos.

Em relação a 2020, o economista acredita que a liberação do FGTS e o leilão do pré-sal, que pode garantir “um pouco de política fiscal expansionista”. “Não havendo nenhuma surpresa desagradável, devemos ter um crescimento econômico entre 2,2% e 2,7% no ano que vem, com previsão pontual de 2,5%”, avalia Volpon, que já foi diretor do Banco Central.

Para a economista e advogada Elena Landau, se não houver aumento de produtividade, o crescimento econômico não superará a expectativa de 2,5%. “A economia está crescendo aos poucos, saímos de uma base muito ruim. Sem políticas de produtividade, não tem crescimento sustentável, e isso passa pela educação, abertura comercial e reforma do Estado”, ressalta Elena, que atuou com destaque na implantação de reformas estruturais no estado brasileiro, em meados da década de 1990.

Na visão de Naércio Menezes, professor do Insper, a economia deverá crescer um pouco mais em 2020, em comparação a 2019. A alta deve ocorrer, principalmente, devido à evolução favorável dos termos de troca — preços de exportação com relação aos preços dos produtos importados. “As reformas na área de trabalho e emprego não parecem ser suficientes para acelerar a recuperação do mercado de trabalho até agora”, diz Menezes.

* Estagiária sob supervisão de Odail Figueiredo

Serviço

Seminário Correio Debate: Desafios para 2020 — o Brasil que nos aguarda

Data: 26/11/19
Local: auditório do Correio Braziliense
Inscrições gratuitas pelo site

Programação


14h00 — Credenciamento e Welcome Coffee

15h00 — PAINEL 1 — As ferramentas para o crescimento
Adolfo Sachsida — Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia
Elena Landau — Advogada e economista (A CONFIRMAR)
Felipe Salto — Diretor executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado
Mário Mesquita — Economista-chefe do Itaú Unibanco (A CONFIRMAR)

16h30 — Participação especial
Rodrigo Maia — Presidente da Câmara dos Deputados (A CONFIRMAR)

16h50 — Coffee Break

17h00 — PAINEL 2 — Emprego, renda e infraestrutura
Naércio Menezes — Professor do Insper
Claudio Frischtak — Presidente da Consultoria Inter (A CONFIRMAR)
José Francisco de Lima Gonçalves — Economista-chefe do Banco Fator
Alex Fabiane — Prof. Dr. Titular da Universidade Mackenzie - Brasília

18h30 — Encerramento — Roberto Campos Neto — Presidente do Banco Central

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